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Indústria brasileira de café solúvel teme nova tarifa de 35% nos EUA

A nova taxa pode afetar negativamente a comercialização do produto no mercado americano

Mariana Souza02 de junho de 2026 às 17:10
Indústria brasileira de café solúvel teme nova tarifa de 35% nos EUA

A proposta de imposição de uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros nos Estados Unidos gerou apreensão na indústria de café solúvel do Brasil.

A ausência da categoria de café solúvel na lista de exceções, até esta terça-feira (2/6), aumentou a preocupação do setor, que já enfrentava uma taxa de 10% para ingressar no mercado americano, agora podendo chegar a 35%.

Diretor da Abics, Aguinaldo José de Lima, destaca a tensão sobre a negociação com os EUA.

Aguinaldo José de Lima, diretor-executivo da Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abics), expressou que a situação é delicada. Segundo ele, é importante observar as negociações entre os dois países, porém, ainda não há um plano de ações definido pela entidade em resposta a essa nova tarifa.

Na visão do executivo, o ambiente de diálogo com as autoridades americanas está mais acessível do que em períodos anteriores, o que oferece uma oportunidade para discutir a nova imposição.

Contexto sobre a tarifa

A nova tarifa proposta é resultado de uma investigação comercial, e uma decisão final deve ser anunciada pelos EUA até o dia 6 de julho.

A Associação Brasileira dos Cafés Especiais (BSCA) também manifestou suas preocupações em um comunicado. A entidade ressaltou que restrições comerciais podem não apenas impactar a indústria de café solúvel, mas toda a cadeia produtiva do café no Brasil.

Ela ainda afirmou que continuará em contato com as autoridades americanas para buscar isenções de tarifa para todos os tipos de café brasileiros.

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A proposta apresentada pelo USTR ainda está em fase regulamentar e não representa uma decisão final do governo dos EUA. A BSCA reafirma seu compromisso em garantir condições comerciais justas para todos os cafés do Brasil.

Por outro lado, a indústria americana, representada por Bill Murray, presidente da National Coffee Association (NCA), tem apoiado a isenção do café solúvel. Durante um seminário em Santos (SP) em maio, ele apontou a relevância do produto para consumidores e a indústria de bebidas prontas, reforçando a necessidade de uma exceção.

Murray ressaltou: “Está muito claro que precisamos de uma exceção”.

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