Mudanças no setor visam eficiência e sustentabilidade até 2026

O setor de curtimento de couro está se reinventando com a adoção de tecnologias inovadoras que prometem reduzir significativamente o uso de água, produtos químicos e energia, tudo isso sem comprometer a qualidade do couro. A JBS Couros já iniciou a implementação dessas inovações em três de suas unidades e projeta expandir essa tecnologia para todas as fábricas até o final de 2026.
O curtimento é essencial na transformação da pele bovina em couro durável e resistente. Segundo Kim Sena, diretor de sustentabilidade da JBS Couros, este processo não apenas preserva o material, mas também o protege contra bactérias. Caso contrário, a pele se deterioraria rapidamente.
Sena detalha que "deixar a pele em contato com a terra a faz apodrecer. O curtimento é o que garante que esse material seja seguro para usar em produtos como sofás e botas".
A JBS Couros investiu anos em pesquisas e testes para desenvolver esta solução que garante a diminuição do uso de recursos, sem afetar a qualidade do produto final. O resultado é um processo que minimiza o impacto ambiental enquanto mantém a eficácia do couro.
✨ Tecnologia traz não só benefícios ambientais, mas também econômicos.
Além das vantagens ambientais — como a redução na pressão sobre recursos naturais e a geração de menos resíduos —, essa tecnologia promove ganhos econômicos. A redução no consumo de água, energia e químicos se traduz em maior eficiência operacional e competitividade para o couro brasileiro no mercado internacional.
A JBS acompanhou essas melhorias utilizando métodos internacionais de avaliação de ciclo de vida, que analisam o impacto ambiental do produto desde sua origem até seu uso. Com base nesse monitoramento, Sena revelou que a empresa conseguiu diminuir em cerca de 40% o impacto ambiental de seus produtos nos últimos quatro anos.
A estratégia da empresa também inclui uma comunicação ativa com fornecedores e a implementação de rastreabilidade da matéria-prima, com o objetivo de assegurar uma cadeia produtiva com menor impacto ambiental.
Com a previsão de ampliar o uso dessa tecnologia até 2026, a JBS Couros espera consolidar um modelo de produção que não só atenda à demanda por sustentabilidade, mas que também seja mais eficiente.
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Jornalista especializado em negócios

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