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Tobasa recebe R$ 9,3 milhões para projetar cadeia do babaçu

Investimentos visam aumentar a produção de carbono ativado a partir do babaçu

Gabriel Rodrigues02 de agosto de 2026 às 07:40
Tobasa recebe R$ 9,3 milhões para projetar cadeia do babaçu

A Tobasa, uma das principais fabricantes de carvão ativado do Brasil, garantiu um investimento de R$ 9,3 milhões da Finep (Financiadora de Estudos e Projetos) para promover o desenvolvimento da cadeia produtiva do coco de babaçu, utilizado na fabricação de carvão ativado.

Desse total, R$ 6,5 milhões serão financiados pela Finep, enquanto a Tobasa entrará com R$ 2,1 milhões como contrapartida. Vale ressaltar que os recursos têm caráter de subvenção não reembolsável, ou seja, não necessitam de devolução.

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Esse projeto integra a ciência e tecnologia com inteligência artificial e o conhecimento da indústria para gerar inovação, aumentar a produtividade e fortalecer a cadeia

Edmond Aziz Baruque Filho.

O projeto se divide em dois focos principais: o mapeamento das florestas com auxílio da Embrapa Acre e a melhoria nos processos industriais para maximizar o uso do coco de babaçu, adicionando valor aos resíduos gerados. Segundo Baruque, a iniciativa permitirá a produção de mais carvão ativado usando a mesma quantidade de matéria-prima.

A Tobasa processa anualmente cerca de 80 mil metros cúbicos de coco de babaçu, equivalendo a aproximadamente 50 mil toneladas.

A fonte do coco é diversificada, incluindo atravessadores que adquirem a matéria-prima de extrativistas em áreas públicas e em propriedades rurais onde as palmeiras de babaçu estão inseridas.

Baruque enfatiza a importância da valorização econômica dessa fruta para a preservação do patrimônio ambiental. O projeto também visa mapear 500 fazendas em Tocantins para identificar a densidade das palmeiras, uma medida empoderada pela tecnologia de inteligência artificial.

Com isso, espera-se um aumento de 25% no volume de coco de babaçu disponível para a Tobasa, evidenciando o potencial do projeto denominado Pro-babaçu, que estabelece uma conexão entre ciência, tecnologia e desenvolvimento sustentável.

A captação dos recursos foi facilitada pela Galapos, uma subsidiária da XP, que atua na intermediação de incentivos governamentais. A gerente de captação, Fernanda D'Arrigo, comentou sobre a busca mútua por projetos entre as partes.

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