Iniciativa pode impulsionar a produção nacional de ímãs

A St George Mining, em parceria com o governo de Minas Gerais e o grupo Lima & Pergher, está analisando a possibilidade de desenvolver um polo para o processamento e refino de terras raras em Uberlândia. Essa iniciativa visa avançar em etapas da cadeia produtiva de terras raras, atualmente pouco explorada no Brasil.
O projeto encontra-se em fase de avaliação, e os detalhes sobre a estrutura da planta, o investimento necessário e o escopo do processamento ainda estão em definição. A intenção é explorar diversas tecnologias antes de tomar uma decisão final sobre os investimentos.
✨ O centro poderá processar e refinar terras raras para a produção de ímãs, um mercado em crescimento no Brasil.
A proposta abrange a recepção de materiais intermediários como concentrados e carbonato misto de terras raras, avançando no processamento para criar insumos que atendam a próximas etapas da cadeia produtiva, culminando na fabricação de ímãs permanentes.
Atualmente, após a extração das terras raras, o material deve ser beneficiado para aumentar a concentração dos elementos de interesse, como neodímio e praseodímio, que são cruciais para a produção de ímãs permanentes. O avanço nas etapas de purificação e separação é onde se espera um aumento significativo na complexidade tecnológica.
A St George está em contato com potenciais parceiros internacionais e algumas empresas já mostraram interesse em colaborar com o projeto ao longo da cadeia produtiva, desde a extração até a fabricação de ímãs.
O polo de terras raras pode criar uma cadeia nacional de produção de ímãs, limitando a dependência de importações e aproveitando recursos locais.
Uma possível destinação dos materiais processados seria para a MagBras, uma iniciativa voltada para a criação de uma cadeia nacional de fabricação de ímãs. A St George já forneceu insumos para a MagBras a partir de seu projeto em Araxá.
O centro será localizado no complexo industrial da START, que já dispõe de infraestrutura e recursos técnicos necessários. A expectativa é que as operações iniciem até 2030, dependendo da finalização dos estudos e aprovações regulatórias.
"O governo de Minas Gerais atuará como facilitador e apoiará nos processos de licenciamento e conexão com fornecedores. Embora não haja compromisso financeiro imediato, o apoio institucional é essencial para a viabilização do projeto.
Os custos de construção e operação do centro ainda estão indefinidos e só serão traçados após uma decisão definitiva para o avanço do projeto.
O projeto em Araxá da St George, com uma estimativa significativa de recursos minerais, pode servir como fonte de matéria-prima para o novo polo, potencializando a produção nacional de terras raras.
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