Mineradora reporta vendas de US$ 4,7 milhões com alta margem operacional de 90%

A mineradora Largo está avaliando a possibilidade de dobrar a capacidade de produção de concentrado de cobre e metais preciosos em sua operação de Maracás, na Bahia, até 2027. Essa iniciativa faz parte da estratégia da empresa de aumentar a participação de produtos de maior valor agregado em seu portfólio.
Recentemente, a companhia reportou que as vendas do concentrado geraram aproximadamente US$ 4,7 milhões, com uma margem de lucro operacional superior a 90%. O concentrado, que contém cobre, ouro, platina, paládio e prata, é atualmente o produto com maior margem dentre suas operações.
✨ A Largo mantém a meta de produzir entre 300 e 380 toneladas mensais do concentrado e estuda uma expansão que poderia dobrar essa capacidade até 2027.
A empresa ainda não anunciou uma decisão final de investimento e não divulgou o custo estimado para essa ampliação. Além disso, a mineradora informa que possui mais de 12 anos de rejeitos não magnéticos acumulados, que contêm metais potencialmente recuperáveis.
No âmbito do vanádio, a Largo busca aumentar a participação desse metal de alta pureza, visando os mercados de defesa, aeroespacial e eletrólitos para baterias, representando apenas 4% da produção total no primeiro semestre de 2026.
A mineradora também anunciou um acordo de reestruturação de dívida com o Banco do Brasil, que, junto com outro acordo firmado anteriormente com a Caixa Econômica Federal, cobre aproximadamente 48% dos US$ 82 milhões em dívida sênior da companhia. A Largo continua em negociação com outros credores brasileiros.
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Jornalista especializado em Negócios

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