A demanda no Brasil se mantém forte, apesar dos altos preços do combustível

A LATAM Airlines relatou que a demanda no Brasil permanece robusta, com reservas futuras se mantendo estáveis, mesmo face ao recente aumento dos preços de combustíveis. A escalada nos preços do querosene de aviação, em decorrência do conflito no Oriente Médio, estabelece um novo desafio para a companhia.
Em conversa com a Reuters, Tori Creighton, diretora de relações com investidores da LATAM, enfatizou que o Brasil continua a se destacar no mercado tanto doméstico quanto internacional. Embora tenha sido percebida uma desaceleração na demanda em segmentos mais sensíveis a preços, as reservas gerais e a taxa de ocupação continuam sólidas.
✨ A LATAM espera custos de combustível que poderiam adicionar até US$700 milhões em despesas operacionais no segundo trimestre.
Creighton observou que a leve queda na demanda em alguns segmentos foi compensada pelo desempenho robusto em outras áreas da rede da LATAM. Apesar de um primeiro trimestre recorde, a companhia tornou-se mais cautelosa quanto às suas perspectivas financeiras, respondendo às pressões trazidas pelos custos dos combustíveis.
Os altos preços do combustível impactaram os custos operacionais da LATAM em cerca de US$40 milhões no primeiro trimestre e estão previstos para aumentar ainda mais no segundo trimestre, com as estimativas de preços do combustível de aviação situadas em US$170 por barril nos próximos trimestres. Para o quarto trimestre, o preço estimado é de US$150 por barril.
Em função disso, a companhia já prevê reduzir sua margem operacional ajustada, esperanço que ela fique entre os dígitos baixos a médios no segundo trimestre, inferior aos 19,8% registrados anteriormente. Os resultados financeiros da LATAM devem ser revelados ao público no final de julho.
A LATAM usa contratos de hedge para mitigar riscos relacionados a oscilações nos preços do combustível. Esses acordos permitem à companhia garantir parte das suas despesas com combustível, embora não eliminem totalmente o impacto de aumentos inesperados dos preços.
Creighton confirmou que os contratos de hedge feitos antes do início do conflito no Oriente Médio estão proporcionando alguma proteção, e que a LATAM adicionou cobertura de curto prazo para os próximos trimestres de 2026.
Sobre possíveis aumentos de tarifas ou ajustes na capacidade, a diretora optou por não fornecer detalhes, ressaltando que a LATAM está confiando em uma combinação de operações de hedge, gestão de receitas e implementações de eficiência operacional.
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