Marco legal para mineração aprovado, mas mineradoras buscam ajustes
Setor privado busca mudanças antes do projeto seguir para o Senado

O projeto de lei que cria um marco regulatório para minerais críticos foi aprovado na Câmara nesta quarta-feira (6), mas ainda requer ajustes para evitar impactos negativos na atração de novos investimentos.
Os representantes do setor minerador afirmam que é necessário um aperfeiçoamento das cláusulas antes que a proposta siga para discussão no Senado. O presidente da Casa, Davi Alcolumbre, já demonstrou interesse no tema, mas ainda não há relator definido.
"Os mineradores temem que a proposta, em sua forma atual, traga uma intervenção estatal excessiva e aumente a burocracia, o que pode desestimular investidores
✨ Entre os pontos positivos, destaca-se a criação de um fundo de R$ 2 bilhões e até R$ 5 bilhões em incentivos fiscais.
Embora a aprovação do projeto tenha sido comemorada, com a eliminação da exigência de anuência prévia do novo Conselho Especial de Minerais, as mineradoras ainda buscam o aprimoramento em três principais aspectos:
- 1Verticalização do processo produtivo: o texto atual é considerado vago, podendo impactar os modelos de negócios das mineradoras.
- 2Soberania e controle na exportação: o governo poderá regular a saída de minerais críticos, o que levanta preocupações entre os investidores.
- 3Segurança jurídica: a proposta inclui consultas às comunidades tradicionais, mas isso pode gerar um aumento na burocracia inicial.
O setor privado também busca a implementação da Lei do Bem, que oferece benefícios tributários para projetos de inovação, um ponto ainda não abordado pela Câmara.
Contexto
A Lei do Bem permite descontos no Imposto de Renda e na Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) para fomentar a pesquisa e inovação no setor.
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