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Serra Verde e USA Rare Earth se unem para expandir mercado de terras raras

Fusão avaliada em US$ 2,8 bilhões busca integrar cadeia produtiva

Ricardo Alves10 de junho de 2026 às 11:05
Serra Verde e USA Rare Earth se unem para expandir mercado de terras raras

Ricardo Grossi, presidente da Serra Verde, anunciou a fusão com a USA Rare Earth, uma aliança estratégica avaliada em US$ 2,8 bilhões, que visa fortalecer a presença da empresa no mercado de terras raras e abrir novas alternativas tecnológicas e comerciais.

Detalhamento da Fusão

Durante o Seminário Internacional de Minerais Críticos e Estratégicos do Ibram, Grossi destacou que a Serra Verde, localizada em Goiás, foca na produção de carbonatos mistos de terras raras, elementos essenciais para setores como energia renovável, defesa e tecnologia avançada. A fusão com a USA Rare Earth facilitará o acesso a financiamentos, tecnologia de ponta e um modelo de mercado integrado.

A fusão prevê um contrato de fornecimento de 15 anos, assegurando um preço mínimo para terras raras magnéticas, mitigando a volatilidade do mercado.

Grossi enfatizou a necessidade de paciência por parte dos investidores e do governo, dada a complexidade e o estágio inicial dessa cadeia de produção. A Serra Verde espera que essa parceria traga não apenas melhorias em suas operações, mas também previsibilidade de fluxo de caixa.

Mercado em Desenvolvimento

Com a intenção de cortar a dependência da China na produção de terras raras, a USA Rare Earth almeja estabelecer uma cadeia verticalizada envolvendo mineração, processamento e a produção de ímãs permanentes, que têm ampla aplicação em veículos elétricos e turbinas eólicas. A ideia é criar um mercado mais estável e com maior controle sobre os preços.

Contexto Financeiro

Além da fusão, a USA Rare Earth secured um financiamento de até US$ 1,6 bilhão junto ao Departamento de Comércio dos Estados Unidos, prevendo participação acionária do governo na empresa, o que poderá impulsionar ainda mais as operações da Serra Verde.

A fusão, porém, está sob análise do Cade, que abriu um procedimento preliminar para investigar se essa aquisição deveria ser submetida a uma revisão antitruste.

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