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Suspensão de exportações de carne preocupa Brasil e agronegócio

Mudança da UE reacende debates sobre protecionismo comercial.

Mariana Souza16 de maio de 2026 às 09:10
Suspensão de exportações de carne preocupa Brasil e agronegócio

A recente suspensão das exportações brasileiras de carne bovina, aves, equinos e mel para a União Europeia desencadeou intensos debates no videocast Radar Rural, refletindo preocupações no setor produtivo e a possibilidade de um aumento no protecionismo comercial.

Mudanças nas regras do Prodes e crédito rural

O episódio também discutiu o adiamento das exigências do Prodes, relacionadas ao crédito rural, e apresentou os benefícios da nova fase do Desenrola Rural, projetada para ajudar financeiramente os produtores durante a Safra 2026/27.

A proibição de antimicrobianos, divulgada pelo Brasil, pode resultar em perdas bilionárias nas exportações, caso a medida avance.

Além disso, o Brasil recentemente publicou uma portaria que proíbe o uso de antimicrobianos definitivos para desempenho na pecuária, reiterando que os medicamentos veterinários necessários para tratamento seguem rígidos protocolos sanitários, incluindo períodos de carência antes do abate.

Com a expectativa de impactar severamente o mercado, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) está em negociações para reverter essa decisão.

Desenrola Rural e suas implicações

Outro ponto abordado foi a nova etapa do Desenrola Rural, que visa facilitar a renegociação das dívidas rurais antes do início do próximo Plano Safra. A ministra do Desenvolvimento Agrário destacou que aproximadamente 500 mil agricultores já participaram da primeira fase do programa.

Apesar do otimismo, especialistas alertam que as medidas são paliativas e não resolvem o problema estrutural do endividamento no setor agrícola.

Adiamento das exigências ambientais

O adiamento das exigências ambientais do Prodes, previstas para a Amazônia Legal, também foi tema abordado. Desde abril, os bancos encontraram dificuldades em validar as informações de monitoramento ambiental, resultando em falsos positivos sobre áreas rurais.

Diante disso, o governo optou por implementar essas exigências de maneira escalonada entre 2027 e 2028, conforme o tamanho das propriedades locais.

Impacto das canetas emagrecedoras no agronegócio

Por fim, o videocast explorou como as canetas emagrecedoras estão influenciando o agronegócio mundial, com a expectativa de um aumento no consumo desses medicamentos até 2030, devido a quebras de patentes que ampliam a oferta.

O estudo realizado pela Cogo Inteligência em Agronegócio sugere que esse fenômeno pode abrir novas oportunidades para o Brasil, não só em exportações de proteína animal, mas também aumentando a demanda por insumos como milho e farelo de soja, essenciais na alimentação animal.

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