Objetivo é aumentar adesão ao programa Move Brasil

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou uma atualização no programa Move Brasil, permitindo que motoristas de táxi e aplicativos financiem veículos com valor de até R$ 200 mil. Essa atualização do teto de financiamento, que anteriormente era de R$ 150 mil, foi divulgada na quinta-feira (3) e está em vigor desde o dia 1º de outubro.
A mudança na política de financiamento, resultante de uma portaria conjunta do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e do Ministério da Fazenda, pretende impulsionar as adesões ao Move Brasil, programa que até agora não teve a adesão esperada.
✨ O prazo de financiamento agora é de até 84 meses, com uma carência que pode chegar a seis meses.
Em termos de taxas, os motoristas mulheres poderão financiar com juros de até 11,5% ao ano, enquanto os demais motoristas e cooperativas têm uma taxa de até 12,6% ao ano. Essas taxas já incluem a remuneração do BNDES e o spread dos agentes financeiros.
Além disso, a participação do BNDES pode alcançar até 100% dos itens financiáveis, conforme definido pela instituição financeira que realizar o repasse.
O BNDES também destacou que a nova política poderá aumentar a porcentagem de vendas de automóveis que se enquadram nas novas faixas de preço, passando de 63% para aproximadamente 88%.
Taxistas, motoristas de aplicativos e cooperativas interessadas devem se cadastrar no Move Brasil e, após habilitação, buscar uma concessionária ou instituição financeira credenciada.
A portaria também incluiu uma atualização dos critérios para veículos híbridos, considerando agora todos os modelos que utilizam tanto motor elétrico quanto motor a combustão, sendo este movido a etanol, gasolina ou ambos.
"Os critérios de enquadramento dos híbridos foram revistos, passando a considerar todos os modelos que combinam motor elétrico e motor a combustão interna.
Segundo um levantamento baseado no Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular, o consumo energético dos veículos híbridos é, em média, 24% inferior ao das versões convencionais.
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Jornalista especializado em Notícias

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