Medida de 15,04% elevará piso do benefício para R$ 691 e gerará impacto de R$ 5,8 bilhões em 2026.

A Advocacia-Geral da União (AGU) solicitou nesta sexta-feira (18) que o Supremo Tribunal Federal (STF) declare que o decreto que reajustou os valores do Bolsa Família em 15,04% é constitucional. A medida é alvo de críticas por ter sido anunciada próximo ao primeiro turno das eleições, além de ser contestada pelo candidato à Presidência Renan Santos, que pede ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a suspensão do aumento por considerá-lo eleitoreiro.
O benefício, que estava com o piso fixado em R$ 600 desde o início do terceiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), passará a R$ 691. O novo valor será aplicado a partir de outubro, com primeiros pagamentos programados para o dia 19, dias após a realização do primeiro turno.
✨ O aumento no Bolsa Família resultará em um custo de R$ 5,8 bilhões em 2026 e quase R$ 23 bilhões em 2027, segundo o Ministério do Planejamento.
O pedido da AGU ao STF é parte de uma ação que visa garantir a atualização dos valores do Bolsa Família, uma vez que desde 2022 o tribunal determinou a implementação de um programa de renda básica de cidadania para brasileiros em situação de extrema pobreza e pobreza. A AGU ressaltou que o decreto não cria novos benefícios ou altera os critérios e está de acordo com a ordem injuncional já estabelecida.
Em junho de 2024, o relator, Gilmar Mendes, já havia reconhecido que o Programa Bolsa Família é parte de uma implementação gradual da renda básica de cidadania.
A AGU enfatizou que o decreto se limita a preservar o valor real das prestações através da atualização com a variação acumulada do INPC, não alterando a estrutura do programa já estabelecido, conforme previsto na Lei nº 14.601/2023.
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Jornalista especializado em Política

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