Medida visa reduzir gastos do governo e já resultou na eliminação de 77 mil postos desde dezembro de 2023.

O governo da Argentina lançou um plano de demissão voluntária que visa reduzir em 20 mil o número de funcionários públicos. Essa medida se soma aos mais de 77 mil postos de trabalho eliminados desde a entrada do presidente Javier Milei no cargo, em dezembro de 2023.
O programa terá duração de um mês, a partir de 1º de novembro, e oferece compensações financeiras que variam conforme a idade e o tempo de serviço dos servidores. Aqueles que optarem por aderir à proposta ficarão impedidos de retornar à administração pública por um período de oito anos.
✨ O objetivo do governo, segundo o decreto publicado no Diário Oficial, é promover uma "adequada e eficiente alocação dos recursos públicos".
O ministro da Desregulação e Transformação do Estado, Federico Sturzenegger, informou que as ações são parte de uma estratégia para reduzir os gastos públicos e, consequentemente, baixar impostos. No entanto, a Associação de Trabalhadores do Estado (ATE) reagiu de forma contundente, planejando uma marcha contra o plano, considerando-o uma "demissão extorsiva".
A política fiscal de Milei, frequentemente chamada de "motosserra", já resultou na eliminação de 21% dos postos de trabalho do Estado nacional, afetando também o setor privado formal, que perdeu 270 mil vagas de trabalho durante este período.
Em meio a esse cenário de austeridade, Sturzenegger ressaltou que 400 mil novas vagas de trabalho foram geradas, embora inclua empregos informais e autônomos. Nos últimos três anos, a informalidade no mercado de trabalho argentino aumentou, atingindo cerca de 45%.
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