Lula enfrenta desafios para aumentar a aprovação de seu governo em meio a críticas e medidas recentes.

As pesquisas recentes, desde o início da campanha eleitoral em 16 de agosto, indicam que a avaliação do governo do presidente Lula (PT), candidato à reeleição, não apresentou melhorias significativas. Esta situação se destaca quando comparada com a trajetória de outros presidentes em campanhas anteriores.
Na última sexta-feira (25), a apenas nove dias do primeiro turno, Lula anunciou uma medida provisória que proíbe apostas e jogos online, como o 'Tigrinho'. Além disso, foi realizado um reajuste no Bolsa Família no dia 18. Ambas as ações foram implementadas enquanto a campanha estava em curso.
A avaliação positiva de Lula atualmente está em 34%, segundo a pesquisa Datafolha mais recente, divulgada na quinta-feira (24). Em comparação, no início de agosto, esse índice era 33%, oscilou para 31% e 32% nas primeiras semanas de setembro e, agora, está em 34%. Isso demonstra uma alteração mínima ao longo da campanha.
✨ A dificuldade em melhorar sua avaliação é considerada o "calcanhar de Aquiles" da campanha de Lula, segundo o cientista político Felipe Nunes.
Historicamente, presidentes que buscam reeleição costumam ver sua popularidade aumentar durante a campanha. No entanto, as reduções no tempo de campanha desde 2016, que passou de 90 para 45 dias, podem ter impacto nas percepções eleitorais. A comparação com gestões anteriores pode ajudar a entender o ocorrido.
FHC (1998) viu a aprovação subir de 38% para 43%, Lula (2006) de 38% para 53%, e Dilma (2014) de 32% para 42% antes dos respectivos primeiros turnos. Em contrapartida, Jair Bolsonaro em 2022 teve uma leve oscilação, mas sua avaliação negativa permaneceu alta na comparação inicial.
Antônio Lavareda, cientista político, destaca que campanhas oferecem uma oportunidade de publicizar realizações e que a proximidade da eleição geralmente melhora a avaliação do governo. Contudo, a atual situação de Lula pode ser afetada por eventos adversos, incluindo escândalos que desviarem atenção do seu governo.
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Jornalista especializado em Política

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