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Brasil é citado por EUA por falhas no combate ao trabalho forçado

Governo brasileiro se prepara para novos impostos sobre importações

Camila Souza Ramos03 de junho de 2026 às 06:25
Brasil é citado por EUA por falhas no combate ao trabalho forçado

Os Estados Unidos incluíram o Brasil em uma lista de 60 países que não estão conseguindo combater eficazmente o trabalho forçado, elevando a tensão nas relações comerciais.

Nos corredores do governo brasileiro, já havia uma expectativa de que os EUA propusessem uma sobretaxa nas importações de produtos manufaturados com trabalho escravo.

A nova taxa de 37,5% se somará aos 25% já anunciados, quase atingindo os 40% impostos anteriormente.

As autoridades brasileiras planejam resistir a esta nova taxação utilizando a mesma estratégia de diálogo adotada anteriormente. Em abril, o Brasil apresentou um argumento técnico que destacou os esforços do país no combate ao trabalho escravo, como a Comissão Nacional de Erradicação do Trabalho Escravo, criada em 2003, e a famosa 'Lista Suja' que penaliza empregadores envolvidos nessa prática.

Nesta quarta-feira (3), o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, participará de um evento da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) em Paris, onde terá a oportunidade de encontrar o embaixador Jamieson Greer, representante comercial dos EUA.

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Ainda que não haja nada programado entre eles, existe a expectativa de que Vieira busque um encontro com Greer.

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