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economia
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Taxa de 37,5% pode ser imposta a produtos brasileiros

Governo dos EUA considera Brasil ineficaz no combate ao trabalho forçado

Gabriel Rodrigues17 de julho de 2026 às 20:25
Taxa de 37,5% pode ser imposta a produtos brasileiros

O governo dos Estados Unidos, sob liderança de Donald Trump, pode aumentar a tarifa sobre produtos brasileiros de 25% para 37,5%. Essa possível sobretaxa seria atribuída a alegações de que o Brasil não age de forma eficaz contra o trabalho forçado.

Conforme o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) anunciou, o Brasil está entre 54 países considerados ineficientes na luta contra essa questão. As definições sobre a cobrança adicional devem ser reveladas em 24 de dezembro.

Márcio Elias Rosa, ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, comentou que as negociações ainda estão em curso e não há clareza sobre a natureza cumulativa da nova taxa nem sobre um possível perdão para o Brasil.

Sobre os produtos, o USTR aplica atualmente uma cobrança temporária de 10%, conforme a Seção 122 da legislação comercial norte-americana, até o dia 24 de dezembro.

A nova tarifa já impactará pelo menos 18% das exportações brasileiras para os EUA, totalizando cerca de US$ 7,4 bilhões, conforme estimativas do governo. Há uma divergência; a Integra Associados sugere que a porcentagem chega a 31%.

De acordo com fontes da Casa Branca, as falhas do Brasil no combate ao trabalho forçado têm efeitos negativos sobre o comércio americano e preocupam a relação comercial entre Brasil e China, onde as exportações brasileiras de carne bovina têm superado as dos EUA.

O USTR argumenta que, entre 2015 e 2025, as exportações de carne do Brasil para mercados investigados dobraram, reforçando a associação entre essas práticas e o trabalho forçado nas fazendas brasileiras.

Por outro lado, o governo brasileiro refuta essas alegações e argumenta que as sanções são unilaterais e prejudiciais às suas políticas de combate ao trabalho escravo. A resposta oficial do ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, destaca a incongruência das sanções com as normas da Organização Mundial do Comércio (OMC).

O Brasil implementa medidas internas, incluindo um Código Penal que trata de condições análogas à escravidão e uma lista suja para combater essas práticas.

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