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política
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Caiado propõe classificar facções criminosas da Amazônia como terroristas

Medida visa garantir maior cooperação militar e combater crime organizado.

Camila Souza Ramos25 de maio de 2026 às 12:20
Caiado propõe classificar facções criminosas da Amazônia como terroristas

Ronaldo Caiado, ex-governador de Goiás e pré-candidato à presidência, sugeriu que as facções criminosas na Amazônia sejam reconhecidas como organizações terroristas, durante um evento da Amcham em São Paulo. Essa proposta, segundo ele, facilitaria a cooperação internacional e a atuação das Forças Armadas no combate ao crime organizado na região.

Caiado ressaltou que mais de 250 municípios na Amazônia estão sob o domínio do Comando Vermelho e do PCC, afirmando que, se vitorioso nas eleições, apresentará uma proposta ao Congresso no seu primeiro dia de mandato. Ele acredita que essa abordagem é fundamental para recuperar o controle de um território sem efetivo policial capaz de enfrentar tais facções.

Caiado afirmou que a única maneira de recuperar o controle territorial é a presença intensiva das Forças Armadas.

O pré-candidato também destacou a necessidade de parcerias com outros países e mencionou que pretende utilizar tecnologia de satélites e imagens para melhor enfrentar o crime. Ele afirmou que o aumento da operação dessas facções está gerando críticas e ameaças de sanções internacionais sobre as exportações brasileiras.

"

Precisamos evoluir para aquilo que a Europa construiu, uma polícia com livre trânsito entre os países.

Reação do Governo Brasileiro

O governo brasileiro, por meio do ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, se opôs à ideia de classificar o PCC e o CV como organizações terroristas, argumentando que suas ações são motivadas por lucro, ao contrário do terrorismo, que possui raízes políticas.

Ainda assim, essa iniciativa dos EUA pode comprometer a soberania brasileira, uma vez que poderia resultar em sanções severas e até extradições. Contudo, a legislação brasileira atual não permite a inclusão do crime organizado na definição de terrorismo, o que cria um descompasso significativo nas relações entre os dois países.

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