Assessoria da Presidência reafirma compromisso no enfrentamento das facções

O assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais, Celso Amorim, declarou nesta quarta-feira (12) em audiência na Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados que o governo brasileiro não demonstra 'qualquer complacência' em relação a organizações criminosas.
Amorim foi convocado para esclarecer suas declarações anteriores sobre a classificação de facções brasileiras como grupos criminosos e reiterou o compromisso do governo Luiz Inácio Lula da Silva no combate ao crime organizado. 'É fundamental deixar claro de início que não existe qualquer complacência, tolerância ou relativização por parte do governo brasileiro em relação a essas facções ou aos atos por elas praticados', destacou.
✨ O debate surge após os Estados Unidos designarem o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas globais.
Durante a sessão, Amorim enfatizou que sua defesa de um combate 'firme e implacável' ao crime organizado é bem conhecida e que a segurança pública é uma prioridade para a administração federal. 'O governo do presidente Lula tem um forte compromisso com a luta contra o crime organizado, que provoca indignação em nossa população', declarou.
Entretanto, ele sublinhou a importância de que o enfrentamento às facções ocorra dentro dos limites legais, afirmando que 'esse fenômeno deve ser enfrentado com firmeza nos marcos da Constituição e do Estado Democrático de Direito'.
Amorim também observou que a decisão dos Estados Unidos deve ser analisada no contexto mais amplo das relações entre Brasília e Washington, destacando a relevância dos laços econômicos, políticos e diplomáticos entre os países, além da necessidade de gerenciar divergências por meio do diálogo.
A audiência foi convocada para discutir as declarações de Amorim e a posição do governo em relação à decisão dos Estados Unidos, que ganhou destaque com o anúncio de medidas contra o PCC e o Comando Vermelho. Críticos do governo brasileiro argumentam pela classificação das facções como organizações terroristas, enquanto a administração atual defende que o combate deve seguir os conceitos legais brasileiros.
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Jornalista especializado em política

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