Assessor de Lula vê medida como dominação e porta para ações militares na região.

O assessor especial do presidente Lula para assuntos internacionais, Celso Amorim, denunciou que o 'Escudo das Américas', iniciativa lançada pelo ex-presidente Donald Trump, tenta estabelecer um cerco ao Brasil com base em um 'argumento falso' de combate ao crime organizado.
Essa coalização reúne presidentes de países latino-americanos alinhados a Trump, como Javier Milei (Argentina), Abelardo de la Espriella (Colômbia) e Nayib Bukele (El Salvador). No mês passado, a pedido do governo Trump, o grupo assinou um acordo que designa facções criminosas como 'ameaças compartilhadas', tornando-as alvos de possíveis sanções.
✨ Amorim afirmou que o Brasil está sendo colocado sob ameaça, considerando que a definição do crime organizado como terrorismo internacional é uma forma de estabelecer controle.
Ele argumentou que a medida é um esquema de dominação absoluta e representa uma 'porta de entrada' para ações militares, como visto em situações anteriores na Venezuela e na Colômbia. Apesar disso, auxiliares de Lula acreditam que os países da região buscam manter boas relações com o Brasil.
Amorim também criticou os 'tarifaços' impostos pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, afirmando que foram uma tentativa de intimidar o governo Lula durante o período eleitoral. Segundo ele, as tarifas foram motivadas politicamente e não refletem a realidade da relação comercial entre os países.
Além disso, Amorim enfatizou que Lula e o vice-presidente Alckmin não temem desafios e estão dispostos a enfrentar pressões externas, em contraste com uma abordagem que busque acomodar-se às expectativas americanas.
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Jornalista especializado em Política

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