Voltar
política
2 min de leitura

CEO alerta sobre desafios na privatização do Porto de Santos

Complexidade do processo e necessidade de melhorias estruturais destacadas

Giovani Ferreira14 de maio de 2026 às 19:55
CEO alerta sobre desafios na privatização do Porto de Santos

O CEO da DP World Brasil, Fabio Siccherino, expressou preocupações sobre a privatização do Porto de Santos, apontando a complexidade do projeto como um obstáculo significativo para seu avanço.

Em entrevista ao programa Conexão Infra da CNN, Siccherino afirmou que o projeto enfrenta dificuldades estruturais que podem impedir sua realização, em contraste com a privatização bem-sucedida da Companhia Docas do Espírito Santo.

Privatização do Porto de Santos é considerada muito mais complicada do que a de outros portos.

Siccherino destacou que a operacionalidade do Porto de Santos, o maior da América Latina, apresenta peculiaridades importantes que o tornam um caso complexo. "Não podemos imaginar que esse processo será tranquilo como o que ocorreu no Espírito Santo", afirmou.

O executivo lembrou que, sob a administração do ex-presidente Jair Bolsonaro, a privatização de portos era priorizada e incluía tanto a Codesa quanto o Porto de Santos. Enquanto a Codesa já foi privatizada e está sob nova gestão, o futuro de Santos segue incerto após a troca de governo.

A necessidade de melhorias no canal de acesso

Apesar das dificuldades enfrentadas, Siccherino defende que a concessão do canal de acesso ao Porto de Santos deve ser priorizada. Esta medida é vista como crucial para aumentar a competitividade logística da região.

Atualmente, o canal possui profundidade de cerca de 15 metros, mas Siccherino sugere que a ampliação do calado para 17 metros é vital para a entrada de navios maiores e a redução de custos de frete. Ele afirmou: "Estamos perdendo muito tempo, é crucial que avancemos com o que o Porto de Paranaguá já está fazendo".

A concessão do canal de acesso do Porto de Santos prevê investimentos em dragagem.

O governo federal está atualmente estruturando a concessão do canal, com planos de aumentar a profundidade para 16 metros em até três anos e alcançar 17 metros em até seis anos. No entanto, o processo de participação social da concessão foi adiado pela Antaq, sem data definida para novas discussões.

"

O atraso no processo se deve à necessidade de ajustes no projeto, mas decisões devem ser tomadas rapidamente para não perder o momento

Silvio Costa Filho.

Não perca nenhuma notícia!

Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.

Ao assinar, você concorda com nossa política de privacidade.

Gostou desta notícia? Compartilhe!

Mais de política