CEO alerta sobre desafios na privatização do Porto de Santos
Complexidade do processo e necessidade de melhorias estruturais destacadas

O CEO da DP World Brasil, Fabio Siccherino, expressou preocupações sobre a privatização do Porto de Santos, apontando a complexidade do projeto como um obstáculo significativo para seu avanço.
Em entrevista ao programa Conexão Infra da CNN, Siccherino afirmou que o projeto enfrenta dificuldades estruturais que podem impedir sua realização, em contraste com a privatização bem-sucedida da Companhia Docas do Espírito Santo.
✨ Privatização do Porto de Santos é considerada muito mais complicada do que a de outros portos.
Siccherino destacou que a operacionalidade do Porto de Santos, o maior da América Latina, apresenta peculiaridades importantes que o tornam um caso complexo. "Não podemos imaginar que esse processo será tranquilo como o que ocorreu no Espírito Santo", afirmou.
O executivo lembrou que, sob a administração do ex-presidente Jair Bolsonaro, a privatização de portos era priorizada e incluía tanto a Codesa quanto o Porto de Santos. Enquanto a Codesa já foi privatizada e está sob nova gestão, o futuro de Santos segue incerto após a troca de governo.
A necessidade de melhorias no canal de acesso
Apesar das dificuldades enfrentadas, Siccherino defende que a concessão do canal de acesso ao Porto de Santos deve ser priorizada. Esta medida é vista como crucial para aumentar a competitividade logística da região.
Atualmente, o canal possui profundidade de cerca de 15 metros, mas Siccherino sugere que a ampliação do calado para 17 metros é vital para a entrada de navios maiores e a redução de custos de frete. Ele afirmou: "Estamos perdendo muito tempo, é crucial que avancemos com o que o Porto de Paranaguá já está fazendo".
✨ A concessão do canal de acesso do Porto de Santos prevê investimentos em dragagem.
O governo federal está atualmente estruturando a concessão do canal, com planos de aumentar a profundidade para 16 metros em até três anos e alcançar 17 metros em até seis anos. No entanto, o processo de participação social da concessão foi adiado pela Antaq, sem data definida para novas discussões.
"O atraso no processo se deve à necessidade de ajustes no projeto, mas decisões devem ser tomadas rapidamente para não perder o momento
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