Liliana Rocío Duarte Recalde destaca que a situação política paraguaia se complica com renúncia de Santiago Peña.

A recente renúncia do presidente paraguaio Santiago Peña gerou receios no país, principalmente após a fuga do senador Flávio Bolsonaro do Brasil. A afirmação foi feita pela cientista política Liliana Rocío Duarte Recalde, professora da Universidade Católica de Assunção, em entrevista à CartaCapital.
Recalde destacou que a ligação de Peña com a Argentina por meio da sua família fez com que muitos paraguaio temessem que o presidente pudesse seguir o mesmo caminho que Bolsonaro. A senadora Esperanza Martínez chegou a sugerir a prisão de Peña ao término do processo de impeachment, fazendo menção à evasão de Flávio.
✨ Peña renunciou ao cargo, mas continuará formalmente no cargo até que o Congresso tome uma decisão sobre seu impeachment, o que representa um desafio para a direita na América Latina, já fragilizada após as vitórias progressistas recentes.
A cientista política também abordou a crise no Paraguai relacionada ao escândalo do Banco Ueno, que afeta uma grande parte da população. Ela destacou que a situação tem raízes mais profundas, com divisões políticas visíveis no Partido Colorado e a possibilidade de uma candidatura progressista para a eleição de 2028, embora isso enfrente desafios.
Recalde concluiu que, apesar da diversidade ideológica da oposição, existe uma oportunidade de articulação que pode consolidar as candidaturas e ajudar a restaurar a confiança nas instituições paraguaias.
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Jornalista especializado em Política




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