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CNT critica flexibilização de regras para motofretistas e mototaxistas

Nova Medida Provisória levanta preocupações sobre segurança no trânsito

Ricardo Alves22 de maio de 2026 às 14:10
CNT critica flexibilização de regras para motofretistas e mototaxistas

A CNT expressou suas preocupações em relação à Medida Provisória 1.360/2026, que facilita as normas de operação para motofretistas e mototaxistas no Brasil, especialmente ao eliminar a necessidade de cursos especializados.

De acordo com a Confederação Nacional do Transporte, a formação adequada é fundamental para assegurar a qualidade profissional, proteger a segurança operacional e reduzir o risco de acidentes.

Mudanças no Código de Trânsito

A nova normativa promove alterações significativas no Código de Trânsito Brasileiro, permitindo que motoristas com ACC (Autorização para Conduzir Ciclomotores) realizem transporte remunerado de passageiros e cargas. Previamente, a legislação exigia que os condutores tivessem habilitação na categoria A, com requisitos adicionais como idade mínima de 21 anos e tempo de habilitação específico.

A CNT alerta que as atividades de motofrete e mototáxi são consideradas entre as mais vulneráveis a riscos operacionais e de segurança viária, levantando a necessidade de formação contínua.

No contexto do cenário de aumento de fatalidades no trânsito, a CNT enfatiza a importância de garantir mecanismos de qualificação que atendam às exigências de segurança, especialmente à luz do aumento alarmante da mortalidade no trânsito brasileiro.

Contexto sobre Mortalidade no Trânsito

Em 2024, o Brasil registrou 37,1 mil mortes relacionadas ao trânsito, um recorde desde 2016, evidenciando a gravidade da situação, com um aumento particular nos acidentes envolvendo motociclistas.

Embora o governo tenha proposto uma modernização regulatória, a CNT afirma que é crucial que ressalvas à segurança e à capacitação profissional sejam mantidas, especialmente em atividades tão arriscadas. As mudanças estão em vigor, mas requerem a aprovação do Congresso Nacional para se tornarem efetivas.

Essas alterações foram anunciadas paralelamente a um programa governamental que destina R$ 30 bilhões para financiar a aquisição de novos veículos para taxistas e motoristas de aplicativos.

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