Congresso avalia veto de Lula sobre redução de penas pós 8 de janeiro
Votação pode beneficiar 280 réus, incluindo ex-presidente Bolsonaro

O Congresso Nacional está prestes a decidir sobre o veto imposto pelo presidente Lula relativo à redução de penas de envolvidos nos ataques de 8 de janeiro de 2023, o que poderá resultar em benefícios para pelo menos 280 réus, entre eles o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Votação e Consequências
A votação do veto será realizada nesta quinta-feira, 30 de dezembro, um dia depois que o governo enfrentou uma derrota no Senado, onde a indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal foi rejeitada. Lula já havia sinalizado que vetaria o projeto de lei aprovada em dezembro de 2025, mas agora o Congresso tem a chance de derrubar esse veto e permitir que a diminuição das penas se torne lei.
"Se o veto for derrubado, a tendência é que a oposição consiga o número necessário de votos, já que na aprovação original do projeto, houve um apoio significativo em ambas as casas do Congresso.
✨ Na Câmara, o projeto recebeu 291 votos a favor; no Senado, 48 votos.
Possíveis Impactos na Pena de Bolsonaro
Atualmente em prisão domiciliar por questões de saúde, Bolsonaro cumpre uma pena de 27 anos e três meses devido à tentativa de golpe. Especialistas acreditam que, caso a redução das penas seja aprovada, há uma possibilidade dele mudar de regime mais rapidamente, entre dois a quatro anos, conforme a nova legislação proposta.
Como funciona o PL da Dosimetria
Esse projeto prevê que a punição seja ajustada, considerando o crime mais grave e permitindo a redução mínima das penas quando os crimes são cometidos em meio a manifestações.
Debate sobre Desmembramento do Veto
Os parlamentares estão analisando a possibilidade de desmembrar o veto, para evitar que a redução de pena se aplique a outros crimes, como feminicídio, que não fazem parte dos atos contra a democracia. Essa estratégia visa contornar polêmicas envolvendo a nova Lei Antifacção, sancionada recentemente.
Tensão entre Governo e Congresso
A relação entre o governo e o Congresso se deteriorou com a recente rejeição da indicação de Jorge Messias ao STF, a primeira vez em décadas. Esta situação intensificou a atuação da oposição e levantou dúvidas sobre a capacidade do governo de avançar com suas indicações e propostas.
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