CPMI do INSS solicita indiciamento de Lulinha e outros 200 envolvidos
Relator aponta riscos de fuga e defende medidas de prisão preventiva em relatório polêmico.

O relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, Alfredo Gaspar, apresentou nesta sexta-feira (27) um relatório que sugere o indiciamento de mais de 200 indivíduos. Um dos alvos é Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, cujo indiciamento se baseia em “indícios concretos” que sugerem a possibilidade de fuga para evitar sanções.
Proposta de medidas drásticas
Gaspar defende que a Advocacia do Senado atue judicialmente para obter a prisão preventiva de Lulinha, afirmando que a gravidade das ações investigadas exige tal medida. A defesa de Lulinha, por sua vez, criticou a proposta, alegando que ela reflete uma agenda política e eleitoral e que seu cliente não está conectado aos fatos na CPMI.
"A recomendação de indiciamento só revela o caráter eleitoral da atuação do relator. Não há um único elemento que justifique essa sugestão. Fábio não tem relação direta ou indireta com os fatos investigados
✨ Relatório menciona a prisão preventiva de outros suspeitos envolvidos em fraudes.
Contexto
A CPMI possui poderes de investigação semelhantes aos de autoridades judiciais, mas não pode aplicar penas ou determinar prisões.
O relatório ainda sugere que as investigações sejam ampliadas para incluir figuras como o atual ministro da Previdência, Wolney Queiroz, e outros políticos e empresários associados a irregularidades no sistema de previdência. Especial atenção é dada a um empresário, Antônio Camilo Antunes, que está preso sob suspeitas de desvio no pagamento de aposentadorias e pensões.
Investigações revelaram que, segundo testemunhas, Antunes teria supostamente pago uma mesada de R$ 300 mil a Lulinha para promover seus interesses junto ao Ministério da Saúde. Lulinha confirmou ter viajado a Portugal com Antunes, mas nega qualquer envolvimento em atividades ilícitas.
- 1Indiciamento de Fábio Luís Lula da Silva.
- 2Mais de 200 pessoas propostas para indiciamento.
- 3Prisão preventiva solicitada pelo relator Alfredo Gaspar.
- 4Ampliação das investigações a outros suspeitos políticos e ligados ao INSS.
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