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Defesa de Bolsonaro explica paradeiro de armas não encontradas

Ex-presidente pode ter armas sob custódia de empresa importadora

Gabriel Rodrigues06 de julho de 2026 às 22:55
Defesa de Bolsonaro explica paradeiro de armas não encontradas

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro enviou nesta segunda-feira, 6, uma explicativa ao ministro Alexandre de Moraes do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o paradeiro de duas armas registradas no nome do ex-capitão, que não foram localizadas pelo Batalhão de Polícia do Exército de Brasília.

Conforme os advogados, essas armas continuam sob custódia da empresa responsável pela sua importação. No documento, os defensores afirmam que as armas nunca saíram das instalações da empresa, o que justificaria sua permanência ali.

A defesa solicita ao ministro uma orientação sobre como proceder para que as armas sejam entregues à Superintendência Regional da Polícia Federal.

Ainda nesta questão, o comandante do Batalhão de Polícia do Exército, tenente-coronel Caio de Vargas Lisbôa, informou que seis das oito armas que estavam sob sua responsabilidade foram entregues à Polícia Federal. Ele indicou que uma pistola e uma espingarda, listadas na ordem de apreensão do ministro, estão ausentes do batalhão.

As armas não localizadas incluem uma pistola Forjas Taurus (calibre .380) e uma espingarda Maestro Arms Company (calibre 12 GA), ambas com registros regulamentares.

As decisões do ministro Moraes, que incluem a revogação do Certificado de Registro de Colecionador do ex-presidente para oito das dez armas mencionadas, foram tomadas após a confirmação da prisão domiciliar de Bolsonaro.

Recentemente, uma pistola do ex-presidente foi encontrada no veículo de um militar que faz parte da sua segurança, resultando na abertura de um inquérito pela Polícia Civil do Distrito Federal.

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