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Bolsonaro permanece em prisão domiciliar por questões de saúde

Decisão do STF se baseia em recuperação de broncopneumonia

Gabriel Rodrigues03 de julho de 2026 às 18:20
Bolsonaro permanece em prisão domiciliar por questões de saúde

O ex-presidente Jair Bolsonaro seguirá em prisão domiciliar, após decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF. A medida foi tomada após o término do prazo de 90 dias, com foco na recuperação de sua saúde devido a uma broncopneumonia bilateral.

Justificativas da Decisão

Entre os fatores que levaram à continuidade da prisão domiciliar, o ministro destacou a importância de um ambiente controlado para a recuperação de Bolsonaro, um paciente de 71 anos com comorbidades. Moraes fundamentou sua decisão em orientações médicas que apontam que a recuperação total pode levar entre 45 e 90 dias.

O ambiente domiciliar é considerado o mais adequado para preservar a saúde do ex-presidente durante sua recuperação.

A decisão inclui a determinação de que Bolsonaro entregue suas armas dentro de 48 horas. Moraes enfatizou que a recuperação de sua saúde requer estrito repouso, higiene rigorosa e cuidados específicos na alimentação.

Transição de Regime

Antes de sua internação em prisão domiciliar, Bolsonaro estava sob custódia na Superintendência da Polícia Federal e posteriormente em uma unidade militar. O ex-presidente atualmente cumpre uma pena de 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe após as eleições de 2022.

Questões Legais em Análise

Um ponto em questão é a posse de uma pistola registrada em nome de Bolsonaro, que foi apreendida durante uma abordagem da Polícia Militar. A investigação está em andamento, mas a ausência de comprovações de falta grave aliviou as preocupações em relação à concessão da prisão domiciliar.

A defesa do ex-presidente tem reiterado que não houve irregularidade concernente à arma e argumenta que a continuidade da prisão domiciliar não deve ser afetada por essa investigação.

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