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Enfermagem em Teresina é acusada de tentativa de sequestro de recém-nascida

Tia da bebê afirma que técnica contou com ajuda de cúmplice no crime

Gabriel Rodrigues14 de julho de 2026 às 15:50
Enfermagem em Teresina é acusada de tentativa de sequestro de recém-nascida

Em um caso alarmante, a técnica de enfermagem Auricélia de Sousa Rocha foi detida sob suspeita de tentar sequestrar uma recém-nascida na Nova Maternidade Dona Evangelina Rosa em Teresina, Piauí. A tia da bebê, Daniela Beatriz, que impediu a ação, alega que Auricélia pode ter atuado com a ajuda de outra pessoa.

Tentativa de sequestro

De acordo com Daniela, Auricélia, usando o uniforme da maternidade, se aproximou da família da recém-nascida com a desculpa de levar a criança para a realização de exames necessários antes da alta. Contudo, ao desconfiar de uma bolsa que Auricélia carregava, a tia decidiu segui-la.

Relatos indicam que Auricélia entrou em um banheiro, mudou seu uniforme para um vestido jeans, e colocou a bebê na bolsa. Quando Daniela percebeu, conseguiu impedir que Auricélia saísse da maternidade com a criança.

Possível conluio

Durante o confronto no banheiro, uma segunda mulher teria aparecido para ajudar Auricélia. Segundo a tia da bebê, essa mulher se apresentou como colega de trabalho da técnica e tentou justificar a presença dela na maternidade como uma paciente grávida.

Daniela questionou por que a maternidade não chamou a polícia imediatamente, permitindo que a suspeita tentasse fugir.

Inicialmente, a maternidade alegou que Auricélia não estava em serviço, mas depois confirmou que ela era funcionária, mesmo estando de folga ao momento do incidente.

Imagens contraditórias

A tia da recém-nascida revelou que teve acesso a imagens do circuito de segurança que não foram divulgadas, e que podem indicar a presença de cúmplices na tentativa de sequestro. A família entrou com uma ação na Justiça para requisitar todas as gravações da maternidade.

Defesa e saúde mental

A defesa de Auricélia afirma que ela foi diagnosticada com Transtorno Psicótico Agudo Polimorfo, e seus advogados alegam que seus problemas psicológicos afetaram sua compreensão dos fatos e a gravidade do que ocorreu. Com isso, pretendem solicitar a revogação da sua prisão preventiva.

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A defesa reforçou: 'É crucial que o processo penal respeite a saúde mental da investigada e os direitos que lhe são garantidos pela Constituição.'

O caso está sendo investigado pela Polícia Civil do Piauí e tramita sob segredo de Justiça, enquanto a maternidade e o Conselho Regional de Enfermagem do Piauí tomaram providências administrativas para apurar a conduta de Auricélia.

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