Celebrações marcadas por discurso de Trump e clima severo

Os Estados Unidos celebram neste sábado, 4 de julho, o marco de 250 anos desde a sua independência, em meio a um cenário de forte divisão interna. O presidente Donald Trump, que acusa 'radicais e extremistas' de ameaçarem a identidade americana, desempenha um papel central nas festividades.
A data coincide com um severo calor que atinge o leste do país, onde cerca de 160 milhões de cidadãos estão sob alertas climáticos. Em Washington, a temperatura deve ultrapassar 38°C, com sensação térmica próxima a 43°C, levando ao cancelamento do tradicional desfile de 4 de julho na capital.
Mesmo com as adversidades, Trump, que completou 80 anos no mês anterior, mantém sua agenda de eventos. No sábado, ele liderará um comício no National Mall e promete um espetáculo de fogos de artifício, afirmando: “Farei um discurso longo para mostrar que posso fazer qualquer coisa.”
"“Fará aproximadamente 107 graus (Fahrenheit, 41ºC), e eu vou lá e vou fazer um discurso bem longo, só para mostrar que posso fazer qualquer coisa.”
Patrick Thompson, um professor da Virgínia, planeja um churrasco típico de 4 de julho, embora, como muitos, não assistirá aos fogos. Ele reflete sobre o sentimento de patriotismo que parece ofuscado pelas divisões atuais, incluindo o papel de Trump nas celebrações.
Na sexta-feira, Trump visitou o Monte Rushmore, onde fez um discurso enfatizando a excepcionalidade americana, ao mesmo tempo em que alertou sobre um 'novo ataque' à identidade do país. Ele vincula essa situação a uma ressurreição da 'ameaça comunista'.
✨ 61% dos americanos acreditam que os EUA não estão à altura dos ideais da Declaração de Independência.
Uma pesquisa recente da Universidade Quinnipiac revelou que 61% dos americanos sentem que o país não corresponde aos ideais expressos na Declaração de Independência, com divergências marcantes entre os membros dos partidos republicano e democrata.
Festividades em Nova York incluem um desfile internacional de veleiros e um show de fogos de artifício. Em Filadélfia, apesar do calor, filas se formam para visitar marcos históricos como o Sino da Liberdade.
Para muitos, o sonho americano continua a prosperar. Karisa Tavassoli, uma educadora em Atlanta, expressa otimismo sobre as liberdades conquistadas, enquanto Alonzo Coby, um arquiteto nativo americano, lembra que os indígenas estão aqui muito antes da independência.
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