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política
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Trump impõe sanções a brasileiros por vínculos com PCC

Medidas visam combater crime organizado e lavagem de dinheiro

Fernanda Lima01 de julho de 2026 às 14:10
Trump impõe sanções a brasileiros por vínculos com PCC

O governo norte-americano, sob a presidência de Donald Trump, anunciou nesta quarta-feira, 1º de julho de 2026, que aplicou sanções contra dois brasileiros, Victor Henrique de Oliveira Shimada e Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, por suas alegadas conexões com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

Quem são os brasileiros sancionados?

Victor Shimada, cofundador da Victory Trading e da Avenidas Flutuantes, foi classificado pelos EUA como um "elo-chave" entre os membros do PCC na Flórida e os traficantes internacionais. As autoridades o acusam de ter lavado mais de US$ 30 milhões através do uso de criptomoedas, além de outros crimes financeiros relacionados ao tráfico de drogas.

Por sua vez, Stella, parente de Shimada, é acusada de atuar como intermediária na coleta de grandes quantias em dinheiro e na logística das operações de lavagem.

As sanções foram formalmente comunicadas pelo Departamento do Tesouro dos EUA.

Investigação do Caso VaideBet

No Brasil, Victor Shimada está sob investigação devido ao suposto desvio de recursos do contrato de patrocínio entre o Corinthians e a empresa de apostas VaideBet. A Victory Trading é uma das várias empresas envolvidas nos fluxos financeiros questionáveis, utilizando diversos intermediários para movimentar valores suspeitos.

Os investigadores alegam que esse esquema envolveu transferências que, após sair do clube, passaram por uma série de empresas antes de desaparecê-las na rede financeira.

Impacto das sanções

As sanções implicam que tanto Victor quanto Stella, junto com suas respectivas empresas, enfrentam restrições financeiras significativas, que incluem congelamento de ativos nos EUA. Esta é a primeira fase das sanções econômicas do governo Trump, que classifica o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas.

O subsecretário para Terrorismo e Inteligência Financeira dos EUA, Gene Lange, ressaltou a importância de combater a influência do PCC no território americano, afirmando que a facção representa uma perigosa ameaça à segurança nacional.

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