MC Ryan SP é libertado após habeas corpus em operação da PF
Cantor estava preso por suspeita de lavagem de dinheiro e conexões com o crime organizado

O cantor e compositor Ryan Santana dos Santos, conhecido como MC Ryan SP, foi libertado após o Superior Tribunal de Justiça (STJ) acolher o pedido de habeas corpus, que questionava a legalidade de sua prisão pela Polícia Federal durante a Operação Narco Fluxo.
Na manhã de quinta-feira (23), o advogado do artista confirmou a decisão, que também se aplicou a outros envolvidos, como Diogo 305, além de determinar a imediata restauração da liberdade dos acusados.
✨ Ryan SP foi preso sob a acusação de liderar uma organização criminosa responsável por movimentar cerca de R$ 260 bilhões em atividades ilícitas.
Contexto da prisão
O MC foi detido na quarta-feira (15) em Riviera de São Lourenço, Bertioga, e desde então se encontrava na carceragem da Superintendência da PF em São Paulo. A investigação indicou que ele e outras personalidades do entretenimento estariam envolvidos em um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao tráfico e apostas ilegais.
A atuação do cantor no esquema
De acordo com os investigadores, MC Ryan SP seria o principal beneficiário de um complexo sistema que misturava receitas legítimas de sua carreira com dinheiro de atividades ilegais. Além disso, ele teria utilizado empresas de produção para lavar fundos provenientes de crimes.
O papel do crime organizado
Estudos apontam possíveis ligações do esquema com o PCC, sendo o indivíduo Frank Magrini considerado um elo financeiro entre a organização e Ryan, com indícios de financiamento da carreira do cantor desde 2014.
Os investigadores revelaram que o grupo realizava operações financeiras disfarçadas para minimizar a detecção de suas atividades ilegais. Entre as estratégias, estavam a pulverização e a utilização de 'laranjas' para ocultar o verdadeiro proprietário dos recursos.
Operação Narco Fluxo
A Operação Narco Fluxo é parte de um esforço mais amplo para desmantelar organizações criminosas que movimentam bilhões em ativos ilícitos. Sustentada por investigações minuciosas, a operação levou à prisão de vários membros e ao bloqueio de bens avaliados em R$ 20 milhões.
Na defesa, o advogado de Ryan SP afirmou que ainda não teve acesso ao processo em sigilo, mas reafirmou a legalidade das atividades econômicas do cantor, alegando que os valores nas contas de Ryan são provenientes de fontes legítimas e seguem normas fiscais rigorosas.
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