Vereador Senival Moura se afasta do PT após prisão por lavagem de dinheiro
Afastamento ocorre em decorrência da Operação Última Parada e investigações sobre o PCC.

O vereador de São Paulo, Senival Moura, anunciou neste sábado (27) seu afastamento do Partido dos Trabalhadores (PT) após ser preso na Operação Última Parada, que apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro vinculado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
A decisão foi comunicada em uma nota publicada pelo presidente municipal do PT, vereador Hélio Rodrigues, que ressaltou que o afastamento tem como objetivo permitir que Senival se concentre em sua defesa e evitar que a image do partido seja ligada aos eventos recentes.
✨ Senival Moura foi preso durante a operação realizada em conjunto pelo Ministério Público e pela Polícia Civil, que revelou um possível envolvimento do vereador na movimentação financeira clandestina da Transunião, uma concessionária de ônibus de São Paulo.
No dia seguinte à prisão, a Justiça decidiu manter a detenção de Senival após audiência de custódia. As investigações indicam que mesmo sem um cargo formal, o vereador teria exercido poder sobre a gestão da Transunião, utilizando a empresa para beneficiar integrantes do PCC.
A defesa de Senival Moura refutou as acusações, expressando indignação pela prisão em um momento tão delicado, justo antes das eleições. Os advogados afirmaram que o vereador tem confiança na Justiça e que a investigação provará a ausência de qualquer irregularidade.
Contexto
A Operação Última Parada não só resultou na prisão de Senival, mas também de outros dois envolvidos na estrutura da Transunião, enquanto dois suspeitos continuam foragidos. Após essa operação, a Prefeitura de São Paulo decretou intervenção na concessionária, com um prazo inicial de seis meses, para assegurar a continuidade dos serviços de transporte público.
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