Dados do TSE revelam estratégias opostas na arrecadação de doações para as eleições presidenciais de 2026.

Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) destacam dois modelos distintos de financiamento por pessoas físicas nas campanhas presidenciais de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Enquanto o candidato do PL se apoia em um número reduzido de doadores que contribuem com montantes altos, o presidente optou por uma base de financiadores mais ampla, diminuindo sua dependência de grandes doações em comparação a 2022.
Até 20 de outubro, Flávio Bolsonaro arrecadou R$ 36,9 milhões de 727 doadores, enquanto Lula conseguiu R$ 1,88 milhão de 571 financiadores. Essa diferença se torna ainda mais evidente ao comparar com campanhas anteriores; em 2022, Jair Bolsonaro teve 368,6 mil doadores, totalizando R$ 88 milhões, com uma mediana de doações de apenas R$ 1.
✨ Flávio Bolsonaro recebeu 93 doadores que contribuíram com R$ 100 mil ou mais, representando 84,3% da sua arrecadação, enquanto Lula teve apenas um doador nesse patamar, resultando em 27% de seu total.
A estratégia de arrecadação de Flávio difere significativamente da de Jair Bolsonaro. Em 2022, 62% das contribuições a Jair foram transferências de R$ 1 via PIX, enquanto Flávio tem 765 doações por PIX, correspondendo a 93% de seus recursos. Para Lula, por outro lado, as transferências bancárias foram mais dominantes, totalizando 203 doações.
Notavelmente, os números de doadores que contribuíram mais de uma vez também cresceram. Em 2022, apenas 2,5% dos doadores de Lula fizeram múltiplas doações, enquanto em 2026 esse número subiu para 7%. Para Flávio, a proporção é de 6,6%. Entre os doadores de Flávio, 31% já haviam contribuído para Jair Bolsonaro em 2022.
Essas nuances na arrecadação revelam não apenas a variação nas estratégias de financiamento, mas também a dinâmica diferente nas bases de apoio de cada candidato, que impactam diretamente na corrida eleitoral.
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