Estela Aranha destaca sobrecarga de trabalho e a necessidade de limitar ações de terceiros

Durante uma sessão no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a ministra Estela Aranha revelou a crescente carga de trabalho provocada pela judicialização das campanhas eleitorais. Em média, seu gabinete tem que despachar entre 40 a 50 processos diários.
Nesta semana, Estela chegou a assinar um voto às 2h59 da manhã em um esforço para manter o ritmo das atividades. Sua preocupação central reside na ampliação da possibilidade de terceiros, que se consideram prejudicados por mensagens de propaganda eleitoral, acionarem a Justiça Eleitoral.
✨ A judicialização excessiva pode inviabilizar a atuação da Justiça Eleitoral, alertou a ministra.
Até a quarta-feira (21), o TSE já acumulava 804 ações relacionadas à disputa presidencial, um número bem superior ao total registrado no mesmo período das eleições anteriores. Esses processos tratam de questões como propaganda irregular e desinformação.
Durante a discussão, Estela enfatizou que o TSE não deve conceder legitimidade ampla a terceiros para recorrer, argumentando que as questões deveriam ser tratadas pela Justiça comum, evitando decisões conflitantes entre diferentes instâncias do Judiciário.
Por fim, a ministra reforçou que o TSE já se esforça para reduzir a judicialização excessiva, promovendo diálogos entre campanhas e implementando medidas de controle sobre desinformação e uso indevido de informações durante o período eleitoral.
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