Aliados do candidato pedem que ele evite um tom de vencedor antes do segundo turno.

Aliados do candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, manifestaram preocupações sobre declarações que sugerem mudanças na Constituição com a intenção de 'redemocratizar o país', advertindo que tais afirmações podem passar uma imagem de autoritarismo. Eles também lidam com a necessidade de que o senador evite um tom de 'já ganhou' na campanha.
Embora Flávio Bolsonaro tenha chegado ao segundo turno liderando as intenções de voto sobre Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a diferença entre os dois candidatos permanece revertível. Em um evento em Goiânia, ele adotou um tom que soou como se estivesse se considerando eleito e iniciando os planos de um governo, incluindo alterações constitucionais.
✨ Desde a redemocratização, todos os candidatos que terminaram o primeiro turno na frente venceram o segundo turno, mas aliados de Bolsonaro enfatizam que isso não garante vitória.
Em resposta ao apoio do ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, Flávio afirmou que a composição de um Congresso com maioria de direita facilitará alterações na Constituição. Essa declaração foi criticada por aliados de Lula, que acusaram Bolsonaro de planejar medidas autoritárias que podem ameaçar a democracia.
Aliados de Flávio esclareceram que ele não tem a intenção de adotar ações autoritárias e que as cláusulas pétreas da Constituição, que protegem direitos e garantias fundamentais, não podem ser alteradas por emenda.
Flávio também pretende promover propostas de campanha que exigem apoio legislativo, como a redução da maioridade penal e mudanças no Judiciário. Em busca de alianças, ele conquistou o apoio de importantes líderes, mas é cauteloso em sua abordagem, garantindo respeito à Constituição e desmentindo rumores sobre sua intenção de implementar medidas autoritárias.
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Jornalista especializado em Política




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