Flávio Dino exige clareza sobre emendas parlamentares suspeitas
Ministro do STF cobra informações sobre gestão de recursos públicos

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que as comissões de Saúde da Câmara e do Senado forneçam, em um prazo de 30 dias, informações sobre as medidas que têm sido adotadas para assegurar a transparência na execução de emendas parlamentares.
Dino não apenas exigiu essas informações, mas também criticou a prática das chamadas 'emendas de terceiros', referindo-se a ações anteriores que levantaram suspeitas de direcionamento de recursos por ex-parlamentares, como Valdemar Costa Neto e Eduardo Cunha.
Investigação e Transparência
Como relator da investigação que busca esclarecimentos sobre possíveis desvios relacionados às emendas, Dino requisitou explicações sobre a distribuição dos recursos e quais mecanismos estão disponíveis para rastrear seu uso. Além disso, sugeriu que a Secretaria do Tesouro Nacional avalie a padronização dos códigos contábeis que são utilizados na liberação de emendas.
✨ Apenas parlamentares em exercício têm o direito de indicar emendas, conforme estipulado pela Constituição.
Dino enfatizou que a Constitution estabelece que apenas aqueles que estão em pleno exercício do mandato podem propor e deliberar sobre emendas parlamentares, o que questiona a validade de emendas supostamente indicadas por indivíduos sem mandato.
Bloqueios e Ações Recentes
Recentemente, o ministro decidiu suspender a execução de emendas que foram apontadas como irregulares, ligadas ao presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e bloqueou R$ 119 milhões em valores associados ao político no contexto de investigações sobre desvios de recursos públicos.
No dia 12 de fevereiro, Dino também anunciou o bloqueio de R$ 6 milhões pertencentes ao ex-deputado Eduardo Cunha devido a suspeitas relacionadas à gestão inadequada de emendas.
Contexto das Investigações
Essas decisões são desdobramentos da Operação Transparência, que investiga irregularidades na destinação de verbas públicas, tendo como alvo principal a funcionária da Câmara, Mariângela Fialek.
As investigações da Polícia Federal revelaram que tanto Cunha quanto Costa Neto utilizaram a influência de funcionários para direcionar recursos públicos em benefício próprio, mesmo sem possuírem mandatos parlamentares.
Leia Também
Não perca nenhuma notícia!
Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.
Gostou desta notícia? Compartilhe!
Mais de política

Aécio Neves é testado em pesquisa de intenção de voto para 2026
Instituto Ideia analisa potenciais cenários eleitorais envolvendo Aécio

Fachin descarta crise entre STF e Legislativo após CPI
Presidente do STF reafirma importância da fiscalização do Parlamento

Flávio Dino bloqueia R$ 6,1 milhões de Eduardo Cunha por desvios
A medida faz parte da Operação Transparência, que investiga irregularidades em emendas parlamentares.

Hugo Motta critica bloqueio de R$ 119 milhões por Flávio Dino
Presidente da Câmara classifica decisão como intervenção indesejada





