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política
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Flávio Dino exige clareza sobre emendas parlamentares suspeitas

Ministro do STF cobra informações sobre gestão de recursos públicos

Gabriel Rodrigues14 de julho de 2026 às 11:25
Flávio Dino exige clareza sobre emendas parlamentares suspeitas

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que as comissões de Saúde da Câmara e do Senado forneçam, em um prazo de 30 dias, informações sobre as medidas que têm sido adotadas para assegurar a transparência na execução de emendas parlamentares.

Dino não apenas exigiu essas informações, mas também criticou a prática das chamadas 'emendas de terceiros', referindo-se a ações anteriores que levantaram suspeitas de direcionamento de recursos por ex-parlamentares, como Valdemar Costa Neto e Eduardo Cunha.

Investigação e Transparência

Como relator da investigação que busca esclarecimentos sobre possíveis desvios relacionados às emendas, Dino requisitou explicações sobre a distribuição dos recursos e quais mecanismos estão disponíveis para rastrear seu uso. Além disso, sugeriu que a Secretaria do Tesouro Nacional avalie a padronização dos códigos contábeis que são utilizados na liberação de emendas.

Apenas parlamentares em exercício têm o direito de indicar emendas, conforme estipulado pela Constituição.

Dino enfatizou que a Constitution estabelece que apenas aqueles que estão em pleno exercício do mandato podem propor e deliberar sobre emendas parlamentares, o que questiona a validade de emendas supostamente indicadas por indivíduos sem mandato.

Bloqueios e Ações Recentes

Recentemente, o ministro decidiu suspender a execução de emendas que foram apontadas como irregulares, ligadas ao presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e bloqueou R$ 119 milhões em valores associados ao político no contexto de investigações sobre desvios de recursos públicos.

No dia 12 de fevereiro, Dino também anunciou o bloqueio de R$ 6 milhões pertencentes ao ex-deputado Eduardo Cunha devido a suspeitas relacionadas à gestão inadequada de emendas.

Contexto das Investigações

Essas decisões são desdobramentos da Operação Transparência, que investiga irregularidades na destinação de verbas públicas, tendo como alvo principal a funcionária da Câmara, Mariângela Fialek.

As investigações da Polícia Federal revelaram que tanto Cunha quanto Costa Neto utilizaram a influência de funcionários para direcionar recursos públicos em benefício próprio, mesmo sem possuírem mandatos parlamentares.

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