Reajuste no benefício gera críticas de especialistas pela eficiência no combate à pobreza

O governo anunciou um reajuste de R$ 22 bilhões no Bolsa Família, a menos de 20 dias do primeiro turno das eleições, uma medida criticada por especialistas. Eles argumentam que a decisão pode impactar negativamente a eficiência do programa no combate à pobreza.
Esse aumento visa elevar o valor base do benefício concedido, no entanto, gera preocupações sobre a pressão adicional que exercerá sobre o orçamento público. Especialistas indicam que o foco deveria estar nos benefícios variados, como o Benefício Primeira Infância (BPI), que atende famílias com crianças até 7 anos, e o Benefício Variável Familiar, para jovens entre 7 e 18 anos.
✨ Sergio Firpo, professor de economia do Insper, afirma que a pobreza no Brasil se concentra na infância, sugerindo que o reajuste deveria ter priorizado as estruturas familiares em vez do valor base do Bolsa Família.
Embora a Advocacia-Geral da União (AGU) defenda que o decreto assinado por Lula não cria novos benefícios nem altera critérios de acesso, especialistas temem que isso fragilize a já delicada situação fiscal do país. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, mencionou ajustes necessários no PLOA, o que poderá intensificar os desafios fiscais a serem enfrentados a partir de 2027.
Analistas alegam que a expectativa de superávit nas contas públicas, previsto em R$ 18 bilhões para 2027, é incerta, levantando dúvidas sobre a viabilidade das projeções de arrecadação e os efeitos das novas medidas tributárias.
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Jornalista especializado em Política




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