Documento trouxe exigências como compra de aviões da Boeing e participação de 'dissidentes' nas eleições de 2026

O governo brasileiro recebeu, no dia 16 de outubro de 2025, uma proposta de negociações comerciais dos Estados Unidos que incluía a garantia de participação de "dissidentes políticos" nas eleições de 2026 e a imposição de compra de aviões da Boeing por companhias aéreas brasileiras.
Esta proposta foi apresentada ao ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, durante sua visita a Washington, onde estava se preparando para um encontro com o secretário de Estado, Marco Rubio, e o chefe do USTR, Jamieson Greer.
✨ O Itamaraty classificou a proposta como "bullying diplomático" e afirmou que nunca foi negociada formalmente.
Além da exigência de compra de aeronaves, a proposta também incluía a preferência na aquisição de jazidas de minerais críticos e o compromisso do Brasil em eliminar tarifas de importação sobre diversos produtos americanos. Segundo o Itamaraty, a menção a "dissidentes políticos" foi diretamente rechaçada devido à falta de validade jurídica do termo em uma democracia.
Outras exigências incluíam a adesão ao "princípio da neutralidade competitiva" e a avisar previamente sobre transferências de controle de ativos na área de minerais críticos. Mesmo após a rejeição, o governo americano continuou a exigir confidencialidade nas negociações.
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Jornalista especializado em Política

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