Novas regras incluem proibição de despejos até 2030 e extensão de contratos de locação.

O governo da Espanha aprovou novas medidas para conter a crise habitacional, que incluem a proibição de despejos até 2030, regras mais rigorosas para aluguéis de curta duração e uma extensão de dois anos para contratos de locação existentes.
A informação foi divulgada pela ministra da Saúde, Monica Garcia, em uma coletiva nesta terça-feira (29). Segundo ela, "é hora de intervir no mercado imobiliário especulativo e começar a reequilibrar a balança entre os cidadãos e os fundos abutres".
As novas diretrizes surgem em resposta a protestos que ocorreram na última semana em Madri, onde centenas de pessoas se manifestaram contra o despejo da idosa Maricarmen Abascal, de 87 anos. Os manifestantes exigem reformas legais, como o congelamento dos aluguéis e a renovação automática de contratos sem aumentos abusivos.
✨ O governo possui 30 dias após a publicação do decreto para chegar a um consenso com seus aliados no Congresso.
O partido Junts, que é fundamental para a aprovação do decreto, expressou preocupações sobre a proteção a pequenos proprietários, ressaltando que não se pode colocar todos no mesmo grupo, referindo-se à administração por fundos imobiliários.
A advogada de Abascal informou que o fundo UrbaGestion propôs um acordo preliminar que poderia permitir seu retorno ao lar, onde 30% de sua aposentadoria seriam utilizados durante os próximos oito anos.
Ainda assim, a advogada criticou a UrbaGestion por não ter iniciado acordos antes e expressou descontentamento com a resposta das autoridades ao problema da habitação, especialmente com os despejos que afetam os mais vulneráveis.
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Jornalista especializado em Política

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