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Hugo Motta se reúne com governo para discutir renegociação de dívidas rurais

Presidente da Câmara busca avançar projeto que pode aliviar endividamento no setor

Gabriel Azevedo23 de junho de 2026 às 18:10
Hugo Motta se reúne com governo para discutir renegociação de dívidas rurais

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, planeja se reunir com representantes do governo ainda nesta semana para discutir o projeto de lei 5.122/2023, que aborda a renegociação de dívidas no setor rural.

Os apoiadores da iniciativa acreditam que essas conversas podem facilitar a votação do texto no plenário em breve. Nesta terça-feira, membros da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) se encontraram com Motta para esclarecer detalhadamente os aspectos da proposta.

Motta designou um assessor com especialização em finanças para acompanhar as discussões sobre o projeto com a bancada ruralista.

Alceu Moreira, coordenador institucional da FPA, destacou que o encontro foi importante para esclarecer dúvidas sobre o projeto, reforçando que a proposta é meramente autorizativa e não implica novas obrigações financeiras para o governo.

Em declaração, Motta mencionou seu comprometimento em ouvir todos os envolvidos na discussão: 'Recebi representantes da FPA, que trouxeram suas demandas sobre a PL 5122/23. Manterei um diálogo equilibrado e responsável.'

O Ministério da Fazenda aponta que a implementação do projeto poderá gerar um impacto fiscal de aproximadamente R$ 139,8 bilhões ao longo de 13 anos, com necessidade de recursos orçamentários para a equalização de juros nas dívidas. Em contraponto, a FPA estima um impacto de apenas R$ 65 bilhões, considerando a reembolsabilidade dos recursos.

A principal fonte de financiamento para a renegociação seria o Fundo Social do Pré-Sal, embora o Executivo manifeste resistência quanto a essa medida.

Importante Contexto

Um levantamento do Ministério do Planejamento revela que cerca de 95% dos recursos do Fundo Social para 2026 já têm destinação definida, restando apenas R$ 3,3 bilhões decentes para novas aplicações.

A FPA solicitou que a votação do projeto ocorra na próxima semana, coincidindo com o lançamento do Plano Safra 2026/27. Moreira destacou que o projeto é claro e não gera cobranças adicionais ao governo, insinuando a falta de recursos disponíveis nos fundos.

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