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política
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Hugo Motta defende Afonso Hamm na relatoria das dívidas rurais

Câmara analisa projeto de renegociação de dívidas do agronegócio

Gabriel Azevedo18 de junho de 2026 às 16:35
Hugo Motta defende Afonso Hamm na relatoria das dívidas rurais

O presidente da Câmara, Hugo Motta, anunciou que a tendência é manter Afonso Hamm como relator do projeto de renegociação das dívidas rurais, aprovado recentemente pelo Senado.

Após alterações, o texto retornou à Câmara, onde ainda não há uma data definida para a votação.

A manutenção na relatoria reflete a tradição da Casa de preservar deputados que já expuseram suas opiniões sobre a matéria.

Motta ressaltou que a Câmara enfrenta limitações quanto às modificações possíveis, uma vez que não podem ser incluídos itens que não foram discutidos pelos senadores previamente.

Pressão do Agronegócio

A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) está exercendo pressão para que Hamm seja substituído, sugerindo que um novo relator poderia facilitar o diálogo sobre o projeto, visto como vital pelo setor.

Entre os nomes cogitados, estava o deputado Alceu Moreira, que é visto como alguém que poderia ter um perfil mais conciliador.

O agronegócio busca apressar a votação antes do início do próximo Plano Safra em 1º de julho.

Por outro lado, o governo tenta segurar a proposta, alegando preocupações com o impacto fiscal que ela poderia acarretar.

Classificada como uma 'pauta-bomba', a proposta enfrenta riscos de veto ou de ser disputada judicialmente em razão de possíveis conflitos com a Lei de Responsabilidade Fiscal.

Contexto Financeiro

A bancada do agro contesta a estimativa do Ministério da Fazenda, que calcula um custo de R$ 140 bilhões ao longo de 13 anos, alegando que o impacto real deverá ser em torno de R$ 65 bilhões no mesmo período.

Outro tema controverso diz respeito à inclusão de dívidas de produtores adimplentes e o uso de recursos de fundos, como o Fundo Social do Pré-Sal.

Motta expressou que é importante amadurecer a discussão antes de decidir sobre a votação e que irá consultar tanto o governo quanto o setor produtivo em busca de soluções.

No entanto, o prazo para definição ou informações sobre quais ajustes têm suporte para avançar na Câmara ainda não foram divulgados.

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