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política
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Iván Cepeda desponta como forte candidato à presidência da Colômbia

Senador lidera campanha com estratégia controlada e apoio crescente

Ricardo Alves30 de maio de 2026 às 07:25
Iván Cepeda desponta como forte candidato à presidência da Colômbia

O senador Iván Cepeda emergiu como o principal oponente na corrida presidencial da Colômbia, apresentando uma campanha cuidadosamente orquestrada com baixa exposição na mídia e evitando debates, o que o tornou o candidato a ser batido nas eleições de 2026.

Historicamente, Cepeda não era visto como o favorito da esquerda até o final de 2025, mas sua vitória nas primárias de seu partido o catapultou para o centro das atenções eleitorais, especialmente após o caso controverso envolvendo o ex-presidente Álvaro Uribe.

O julgamento de Uribe, que o declarou culpado de crimes como fraude processual, consolidou a posição de Cepeda como uma figura relevante na política colombiana.

Perfil de Iván Cepeda

Nascido em Bogotá em 1962 e filho de Manuel Cepeda Vargas, um político assassinado em 1994, Iván Cepeda tem uma trajetória política marcada por sua luta por justiça e direitos humanos. Ele é senador pelo Pacto Histórico e ganhou notoriedade como defensor dos direitos das vítimas de crimes de Estado.

Com formação em Filosofia e Direito Internacional Humanitário, Cepeda tem uma postura firme em relação a temas sociais e humanos, propondo uma agenda que prioriza uma "revolução democrática" e uma política externa independente.

A Caminho da Candidatura

Após enfrentar exílio e ameaças devido ao seu ativismo, Cepeda teve sua trajetória política impulsionada por sua atuação na Câmara dos Representantes e no Senado, onde trabalhou em processos de paz e combateu a parapolítica. Seu papel na política de ‘paz total’ de Gustavo Petro ressalta sua importância nas atuais discussões sobre segurança no país.

Desafios e Oportunidades

Com o apoio de figuras dentro do Pacto Histórico, Cepeda se consolidou como a principal opção da esquerda, superando candidatos mais tradicionais que enfrentaram dificuldades nas primárias. No entanto, sua vinculação com a administração de Petro e a percepção de falta de carisma em comparação ao presidente podem representar obstáculos em sua candidatura.

A corrida presidencial será acirrada, principalmente em um contexto de polarização política, onde seu desafio será captar votos de eleitores indecisos e operar em um ambiente de crescente oposição, tanto interna quanto externa.

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