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política
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Jaques Wagner é investigado por suposto recebimento de ingressos

Senador é alvo da Operação Compliance Zero por relações suspeitas

Gabriel Rodrigues18 de junho de 2026 às 11:10
Jaques Wagner é investigado por suposto recebimento de ingressos

O senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Congresso, é alvo de uma nova fase da Operação Compliance Zero, com investigações sobre o suposto recebimento de ingressos para um camarote em um show realizado em Los Angeles em 2023.

Segundo a Polícia Federal, os bilhetes, no valor total de R$ 63.339, teriam sido adquiridos sob orientação de Augusto Ferreira Lima, gestor vinculado ao Banco Master. A investigação não confirma se Wagner era um dos beneficiários diretos dos ingressos, que teriam sido destinados a seus familiares.

Investigações e Suspeitas

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a busca e apreensão nos endereços relacionados ao senador em 18 de novembro. A PF investiga uma possível ligação ilícita entre Wagner e gestores do Banco Master, com foco na atuação de Lima e seu histórico de intermediação.

Mensagens analisadas revelam um diálogo entre Wagner e Lima sobre ingressos para um show, reforçando a proximidade entre os dois.

A defesa de Augusto Lima defende que suas ações sempre respeitaram a legalidade e destacou a transparência em suas operações.

Relação com o Banco Master

A Operação Compliance Zero investiga atualmente a existência de um esquema de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa envolvendo o Banco Master. A polícia aponta que a relação de confiança entre Wagner e Augusto Ferreira Lima pode ter facilitado negociações em prol de interesses privados, comprometendo a integridade pública.

Contexto

A Operação Compliance Zero foi instaurada para investigar irregularidades financeiras e foi desdobrada em várias fases, revelando uma rede complexa de relações entre políticos e empresários.

Mensagens extraídas de dispositivos eletrônicos de Lima são a base das investigações, ilustrando a dinâmica do suposto esquema. A PF reúne um arsenal de provas, incluindo áudios, contratos e registros financeiros, que são cruciais para esclarecer os vínculos entre os envolvidos.

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