Banco Pleno passa por liquidação e investigações seguem

O banqueiro Augusto Ferreira Lima, proprietário do Banco Pleno, está sob investigação na nona fase da Operação Compliance Zero, realizada pela Polícia Federal nesta quinta-feira, 18. Lima, que já enfrentou a prisão preventiva no ano anterior, teve a liquidação extrajudicial de seu banco decretada pelo Banco Central em fevereiro deste ano.
Controlador do Banco Pleno desde julho de 2025, Augusto Lima tem ligações anteriores com Daniel Vorcaro, ex-sócio dono do Banco Master, e é conhecido por seu envolvimento em fraudes. Além disso, é mencionado por seus vínculos com figuras políticas petistas na Bahia, incluindo o ministro Rui Costa e o líder do governo no Senado, Jaques Wagner, o que aumenta a complexidade de sua situação.
✨ A liquidação do Banco Pleno foi realizada devido à crise financeira e descumprimento de normas.
A decisão do Banco Central para a liquidação extrajudicial do Banco Pleno foi tomada nesta quarta-feira, 18, devido à fragilidade econômica da instituição, que detinha apenas 0,04% dos ativos do sistema financeiro brasileiro. Com mais de R$ 18 trilhões em ativos no setor, os créditos não foram adequadamente reportados às autoridades financeiras, levando a severas repercussões.
Esse processo ocorre quando um banco se torna incapaz de operar. Um liquidante assume a gestão, vende os ativos e paga os credores conforme a lei.
O Banco Central sinalizou que seguirá com as investigações, o que pode resultar em sanções administrativas e outros desdobramentos judiciais, garantindo que os bens dos administradores e controladores do banco fiquem indisponíveis durante esse processo.
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Jornalista especializado em Justiça

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