Líderes debatem acordos econômicos e desafios internos

Lula chegou na manhã desta terça-feira (30) a Assunção para a Cúpula do Mercosul, em um momento em que o bloco é liderado predominantemente por presidentes de direita.
Ele se une a líderes como Santiago Peña do Paraguai, Javier Milei da Argentina, Yamandu Orsi do Uruguai e Rodrigo Paz da Bolívia, além de outros líderes dos estados associados, como José Antonio Kast do Chile e Daniel Noboa do Equador.
Este encontro marca o início das negociações para um acordo econômico entre o Mercosul e o Japão, que visam não apenas aumentar o comércio, mas também promover a cooperação mútua.
✨ O Mercosul está diversificando suas relações, tendo recentemente fechado acordos com a União Europeia e o Efta, e iniciando conversas com outros países como Canadá, Vietnã e Reino Unido.
Contudo, os membros do Mercosul enfrentam divergências significativas em suas abordagens comerciais. Um ponto de discórdia central é a alocação de cotas de exportação isentas de tarifas para a UE, com um prazo até setembro para que os países do bloco apresentem sua proposta.
O Ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, expressou preocupação em relação a iniciativas que ameaçam a coesão do bloco e a tarifa externa comum, referindo-se a acordos bilaterais como o da Argentina com os Estados Unidos.
O cenário da cúpula é ampliado pelo aumento esperado na contribuição do Brasil para o Focem, destinado a financiar projetos cruciais em países menores do bloco, como Uruguai e Paraguai.
Por fim, há expectativas sobre uma declaração conjunta dos líderes a respeito da emergente crise na Venezuela, afetada por terremotos devastadores que deixaram um saldo trágico de 1.700 mortos e muitos desaparecidos.
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Jornalista especializado em política

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