Deputado Cleiton questiona benefícios a empresas de Daniel Vorcaro que receberam incentivos do governo.

Minas Gerais enfrenta uma crescente insatisfação devido ao sigilo imposto pela administração de Romeu Zema sobre as isenções fiscais concedidas a empresas no âmbito do ICMS. Após revelações de que uma companhia ligada à família Zema deixou de pagar mais de 2 milhões de reais em impostos em 2025, novas informações surgiram acerca de cinco empresas associadas ao grupo de Daniel Vorcaro.
O deputado estadual Professor Cleiton, do PV, revelou que recebeu informações após a mídia local noticiar seu pedido de investigação sobre a relação entre a Cemig Sim e a Green Investimentos, empresa anteriormente pertencente a Felipe Cançado Vorcaro, primo de Daniel Vorcaro. Essa empresa obteve uma antecipação de ativos de 300 milhões de reais da Cemig.
✨ Deputado Cleiton protocolou um pedido na Comissão de Administração Pública visando investigar a concessão de regimes especiais e benefícios fiscais a empresas ligadas à família Vorcaro.
Na sequência da repercussão, auditores da Fazenda estadual abordaram Cleiton, fornecendo uma lista de empresas e solicitando que o deputado acionasse o Tribunal de Contas. A lista revelou que os benefícios fiscais atribuídos a Felipe Vorcaro não se restringem à Cemig, incluindo também outras três empresas ligadas a ele.
Cleiton protocolou um pedido no dia 22 de maio para que o Tribunal de Contas do estado averigue a existência de isenções e regimes especiais concedidos a empresas associadas a Daniel e Felipe Vorcaro, incluindo a Asset Energy Holding, Infrasolar Holding, entre outras.
O Tribunal de Contas de Minas Gerais informou que o pedido da Assembleia Legislativa foi encaminhado ao Núcleo de Inteligência para análise preliminar. A Secretaria de Fazenda desconhece os pedidos de regimes especiais às empresas mencionadas.
A investigação também aponta que a Asset Energy Holding tem Felipe Vorcaro como único sócio registrado, apesar de estar sob investigação e restrições legais.
Enquanto as análises estão em andamento, um embate sobre o sigilo das isenções fiscais vem ocorrendo entre Mateus Simões e Flávio Roscoe, onde ambos atribuem responsabilidades ao governo de Zema.
Em 2025, Minas Gerais concedeu incentivos fiscais para mais de 4 mil empresas, resultando em uma renúncia fiscal de 19,4 bilhões de reais, enquanto o estado enfrenta uma dívida de 179,3 bilhões de reais com a União. Para o atual exercício, a previsão é de 25,2 bilhões em renúncias fiscais.
Matias Bakir, da Federação Nacional de Auditores Fiscais, criticou a falta de transparência nas isenções fiscais e destacou a importância de tornar públicos os beneficiários dessas reduções tributárias.
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Jornalista especializado em Política

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