Candidata ao Senado foi abordada durante ato de campanha de Fernando Haddad em São Paulo.

O Ministério Público de São Paulo requisitou à Polícia Federal a abertura de um inquérito para investigar a abordagem sofrida pela candidata ao Senado pelo estado, Marina Silva (Rede), durante um ato de campanha de Fernando Haddad (PT) no mês passado.
A Promotoria de Justiça da 1ª Zona Eleitoral também solicitou à Prefeitura de São Paulo que preserve e forneça imagens de câmeras públicas e privadas do trajeto percorrido pela caminhada, que se estendeu da Praça da República até o Theatro Municipal, no centro da capital.
A administração municipal enviou as gravações, que já foram anexadas ao procedimento. Até o momento, o homem que abordou Marina não foi identificado, mas a PF analisará as imagens para tentar esclarecer sua identidade e as circunstâncias do ocorrido.
✨ Durante a caminhada, Marina passou mal e foi auxiliada pela equipe. Um homem se aproximou dela e questionou se ela voltaria à 'cena do crime', além de ter encostado na candidata. A equipe de apoio cercou o homem, resultando em uma confusão no local.
A apuração do MP trata o caso como uma possível violência política de gênero, conforme artigo 326-B do Código Eleitoral, e outros crimes não estão descartados ao longo da investigação.
O incidente ocorreu durante o primeiro ato de campanha de Haddad ao governo estadual e contou com a participação de outras candidatas ao Senado, como Simone Tebet (PSB). Após o episódio, Marina declarou: 'Uma pessoa, de forma muito agressiva, colocou-se na minha frente. Mas ele não sabia que, diante do amor, o ódio recua. Eu não dou um passo atrás. Diante da verdade e da justiça, a gente não recua.'
A abordagem provocou reações imediatas de solidariedade de líderes partidários, ministros e parlamentares.
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Jornalista especializado em Política




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