Ele rechaçou rumores de calote e afirmou que o governo buscará superávit no Orçamento de 2027.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a dívida pública brasileira, em sua maior parte, é composta por títulos disponíveis no mercado doméstico. Durante uma entrevista ao UOL, Durigan assegurou que não há risco de calote, reiterando que esses títulos estão predominantemente nas mãos de brasileiros e instituições financeiras locais.
O ministro reconheceu o crescimento da dívida pública e atribuiu essa elevação principalmente ao aumento das taxas de juros no país. Em relação ao cenário fiscal atual, Durigan declarou que, sob o governo de Lula, o Banco Central opera de maneira independente, ressaltando a importância do governo central em melhorar as condições fiscais.
✨ Durigan garantiu que o Orçamento de 2027 será positivo, com expectativa de superávit, e que o ajuste fiscal será gradual, focando em cortes de gastos e revisão de benefícios tributários.
Durigan também respondeu a críticas de empresários sobre o aumento de impostos, explicando que as medidas adotadas incluem a revisão de benefícios fiscais, como o Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (Perse) e a desoneração da folha de pagamento. Ele acredita que essas ações são essenciais para o realinhamento das contas públicas.
O ministro ainda afirmou que, apesar de haver riscos como juros altos e incertezas globais, como a guerra no Irã e fenômenos climáticos, não há recuperação econômica prevista no curto prazo. Entretanto, expressou confiança de que com juros mais baixos e incentivos específicos, o Brasil poderá retornar a um caminho de crescimento.
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