Dario Durigan ressaltou que ajuste fiscal será gradual e criticou propostas extremas de cortes em áreas essenciais.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, avaliou que é "impossível" resolver de forma integral o desafio fiscal do Brasil já no primeiro ano do novo governo, em 2027. O comentário foi feito em entrevista ao UOL, na última sexta-feira (23).
Durante a entrevista, Durigan mencionou que, caso o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) seja reeleito, a administração deverá manter as diretrizes fiscais da atual gestão. Para este ano, a meta fiscal é um superávit de 0,25% do PIB.
✨ Durigan enfatizou que o governo buscará repetir a eficácia de ações anteriores, como a diminuição de benefícios tributários e a revisão de programas sociais.
"É preciso evitar o 'cavalo de pau' na política fiscal. Não podemos prometer ao mercado que resolveremos tudo de uma vez", afirmou. A expectativa é alcançar um superávit de 0,5% do PIB em 2027, com um resultado efetivo de aproximadamente R$ 18,6 bilhões.
O ministro criticou a proposta do candidato Flávio Bolsonaro (PL) de realizar cortes de R$ 200 bilhões, alertando que isso poderia prejudicar universidades e serviços sociais.
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