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política
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Ministro Dario Durigan destaca justiça fiscal em reunião do G7

Agenda fiscal é discutida em Paris antes da cúpula do G7

Ricardo Alves18 de maio de 2026 às 12:20
Ministro Dario Durigan destaca justiça fiscal em reunião do G7

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, está em Paris participando de reuniões preparatórias para a cúpula do G7, que ocorrerá este ano na França.

Em um evento com acadêmicos e políticos franceses, Durigan enfatizou a necessidade de avançar na questão da justiça fiscal, defendendo a implementação de um imposto mínimo sobre os ultra-ricos, semelhante à reforma fiscal brasileira aprovada em 2025.

Embora o Brasil esteja convidado para o evento, a questão do imposto mínimo não está nas prioridades da reunião de ministros das Finanças do G7.

O Brasil, junto com a Coreia do Sul e Índia, foi convidado a participar da cúpula deste ano. Nas reuniões principais, Durigan se uniu a Gabriel Zucman, um economista que defende um imposto global de 2% sobre bens acima de US$ 100 milhões.

Durigan disse: "Estou totalmente disposto a levar esse debate à frente, pois ele é essencial em nosso tempo. A taxação dos super-ricos deve ser discutida".

Reforma Fiscal Brasileira e Desafios Globais

A discussão sobre a tributação dos muito ricos ganhou espaço no G20 após a cúpula realizada no Rio de Janeiro, onde o Brasil estabeleceu um imposto mínimo progressivo de até 10% para grandes fortunas, atingindo cerca de 142 mil pessoas no país.

Ainda assim, a iniciativa enfrenta resistência, especialmente por parte dos Estados Unidos. Na Europa, um projeto de imposto mínimo na França foi rejeitado, mas outros países como Espanha e Reino Unido consideram similaridades.

Outros Tópicos da Agenda do G7

Infelizmente, num contexto de instabilidade política e conflitos, a presidência francesa do G7 se concentra em assuntos mais consensuais, como as tensões no Estreito de Ormuz e a segurança energética relacionada à guerra no Irã.

Durigan ressaltou a importância de ouvir países do Golfo sobre o impacto da guerra na região e sugeriu a implementação de "subsídios limitados" aos combustíveis para minimizar as repercussões dos conflitos sobre os preços de energia.

Investimentos e minerais críticos também são foco da agenda brasileira em Paris.

O ministro acredita que a recente aprovação do novo marco regulatório para terras e minerais críticos pode atrair investimentos essenciais para a economia digital, além de impulsionar a indústria nacional.

Durigan concluiu que é vital proporcionar segurança jurídica ao setor, visando garantir um fluxo de investimentos saudável.

Antes de retornar a Brasília, o ministro se encontrará com Fatih Birol, diretor-executivo da Agência Internacional de Energia, para discutir mais sobre o tema.

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