Manifestações pacíficas em várias cidades foram acompanhadas por alguns confrontos com a polícia.

Mobilizações em toda a França contra o custo de vida reuniram entre 600 mil e 1,6 milhão de pessoas nesta quinta-feira (5). Os protestos, majoritariamente pacíficos, resultaram no fechamento de pontos turísticos, como a Torre Eiffel, apesar de alguns confrontos com a polícia em Paris e Lyon.
Os atos foram organizados em resposta ao aumento dos custos de vida, serviços públicos e educação, e ocorreram cinco meses antes da eleição presidencial, que não contará com o presidente Emmanuel Macron. Vários políticos, incluindo os candidatos à Presidência Jean-Luc Mélenchon e Raphaël Glucksmann, participaram das manifestações.
O clima na capital francesa era festivo no início da manifestação, com participantes entoando "A Marselhesa", hino nacional. A greve de um dia, que contou com a adesão de trabalhadores do setor de energia e professores, não causou transtornos significativos no transporte, mas logo após o início, os confrontos começaram quando parte dos manifestantes, encapuzados, foi acusada de vandalismo.
✨ O Ministro do Interior informou que, apesar dos confrontos, a segurança foi mantida durante as manifestações, embora a tensão permanecesse alta, especialmente em Lyon, onde a polícia precisou utilizar gás lacrimogêneo.
Um incidente separado ocorreu em Toulouse, onde fogos de artifício lançados por alguns manifestantes provocaram um incêndio em uma escola. O ministro da Educação comentou que tal comportamento é inaceitável e destacou a necessidade de um diálogo mais assertivo sobre as preocupações dos jovens e dos trabalhadores envolvidos nas manifestações.
As manifestações começaram pela manhã em várias cidades, incluindo Marselha e Nantes, com um forte reforço policial em todo o país. Embora houvesse um clima de união entre diversas categorias de trabalhadores, os sindicatos criticaram as tentativas do governo de restringir as aglomerações.
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