A Alliance for Automotive Innovation alerta sobre riscos à segurança e investimentos

Um grupo de montadoras que inclui General Motors, Volkswagen e Toyota dirigiu um pedido ao Congresso dos Estados Unidos para que seja aprovada, ainda este ano, uma proibição permanente à venda de veículos chineses no país.
A solicitação foi formalizada na segunda-feira (2), conforme reportado pela Reuters, considerando a retomada das atividades legislativas prevista para a próxima semana, após as eleições de meio de mandato nos EUA.
✨ A Alliance for Automotive Innovation está pressionando por uma rápida votação para aprovar a proposta, citando riscos à segurança nacional e impactos negativos nos investimentos realizados pelas montadoras americanas.
O presidente da associação, John Bozzella, ressaltou a necessidade de proteger o mercado dos EUA contra um grande influxo de automóveis chineses, que podem representar riscos de vigilância e prejudicar os fabricantes locais que já investiram significativamente nas comunidades americanas.
Atualmente, os Estados Unidos impõem restrições que, na prática, barram as montadoras chinesas de vender ou fabricar carros de passeio. Essas regulamentações foram implementadas no início de 2025 durante a administração de Joe Biden, devido aos riscos de envio de dados sensíveis para a China.
Além disso, tarifas superiores a 100% estão cobradas sobre veículos elétricos importados da China. As montadoras agora buscam a aprovação de uma legislação que torne a proibição permanente.
Embora o projeto de proibição tenha avançado em julho após ser aprovado por uma comissão do Senado e tenha mais de 100 coautores na Câmara dos Representantes, a tramitação está em risco de ser adiada se os democratas assumirem o controle do Legislativo.
Bozzella advertiu sobre a urgência da situação, citando o aumento da presença de veículos chineses no mercado europeu, onde mais de 1,1 milhão de automóveis importados da China foram registrados nos primeiros oito meses de 2026, superando o total de 2025.
A China já manifestou preocupações sobre as medidas americanas, exigindo que os EUA respeitem as leis de economia de mercado e os princípios de concorrência justa. O governo chinês classificou ações contra suas empresas como repressão injustificada.
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